quinta-feira, julho 16, 2015

Professor Bambo Chata

Pequeno Camarão contempla as suas fezes e exclama:

"Uma banana inteira"
"Bolinhas!"
"Um macaco"
"Batatas fritas"

Não é que esse povo já não pulule por aí mas ele será, suponho, o verdadeiro vidente de merda.

terça-feira, junho 16, 2015

Coisas da infância que aqui ficaram e de vez em quando saem #4981321

O problema é que dai em diante a Ivone passou a ficar associada a pessoa que se caga só porque tive o azar de entrar na padaria um minuto depois dela, num dia de Inverno em 1989.

sábado, junho 13, 2015

Só falta apanharem-nos a fumar!

Pequeno passa a noite na casa da avó. E os pais aproveitam para ir aos santos e regressar ao fim de duas horas porque "há muita gente" (no shit!), dormir 9 horas mas ainda assim planear uma sesta, almoçar no sofá ("papar é na cadeirinha ou na mesa!") e ver maratonas de Keeping Up With The Kardashians ("Não se vê televisão na hora da papa!"). 

Somos exemplos de loucura completa, nós. #mausexemplos

Karvela

sexta-feira, junho 12, 2015

Santo António, santo Antoninho, já me apalparam o marmelinho

O poder transformador do Santo António revela-se na transmutação da frase 'Vou aos santos!', exclamada efusivamente às quatro da tarde nas afirmações "está frio", "está calor", "estamos na Sé e eu não ponho os pés no chão desde o campo das cebolas", "vamos para casa" a partir das 20h.

Milagre!

Karvela

quinta-feira, maio 28, 2015

Chatas!

Dizem as histéricas que não venho cá há um ano. Pois uma pessoa ou bem que acaba teses ou bem que alimenta o bicho. 

Falando em alimentar o bicho, sabem aquelas pessoas que se vestem como se a feira da ladra lhes tivesse vomitado em cima? Pá, detesto-as.

Boa noite e até daqui a um ano. 


sábado, maio 31, 2014

Mamila Jadeira

A Jamila Madeira precisa de apanhar sol e comer uma sande. Aquilo de estar na cripta e só sair quando há um evento do PS já chateia. A cripta fecha por fora e só quando já vão a caminho do Congresso é que o Assis se apercebe que tem um lugar vago no carro é que grita "Epá alguém se lembrou de abrir o trinco à Jamila?" e lá vai o Galamba, que tem um brinco e por isso é menos impressionável abrir a porta à garota. Depois dá-lhe um beijinho mas com cuidado que ela tem os ossos tipo vidro por falta de vitamina D, dá-lhe um Bongo e diz que vamos ver o Senhor Secretário-Geral e lá vai ela, meio sorriso na cara e esperança que seja desta que alguém lhe dê um cargo ou uma sopa.

Karvela 

sábado, março 22, 2014

O Baby Tv agasta-me

O Henrique vai ao restaurante. Todas as vezes que lá vai não come porque o restaurante não tem a comida. Depois vai à mercearia e na mercearia também não têm. Acaba no campo a ir buscar ele próprio a comida. Porque continua Henrique a ir ao restaurante? Porque insiste na mercearia da Alemanha de Leste? Porque não vai ele directamente ao produtor? E o restaurante paga-lhe para fazer as compras? Ao menos oferece-lhe a tarte de mirtilos?  

Depois há lá uns ovos muito drogados. É um grupo de ovos todos vestidos às cores. E lá no meio há um ovo branco. E eles que não, que tens que te vestir às cores, que assim estás feioso. E vestem-no de sol ou de coruja. Estamos no Trumps, senhores? A seguir vestem-no de quê? De Ru Paul? De Belle Dominique? De Ana Malhoa?

E depois há isto. Era esta música que as gémeas trauteavam nos corredores do hotel do The Shining.  





Felizmente atravessámos o oceano de bebé e estamos agora na fase Panda. Pelo menos aí posso ver o Pocoyo (porque fofo) e posso gozar com os Caricas. Que adulto com amor-próprio rouba a cadeira ao puto? E a de amarelo tem que andar sempre com as pernas abertas? Esqueçam, já estou agastada com o Panda também. 

Karvela

quarta-feira, março 19, 2014

Menisquem-mos!

Há coisa de 17 meses, era o Pequeno Camarão ainda pouco mais do que um feto, uma tia do Kramer vê-me amamentar e diz "aaaaai filha quem me dera ter conseguido... Mas tenho os bicos para dentro! Queres ver?". E, sem esperar pela resposta, levanta a camisola e pimbas magníficas mamas pós-menopausicas. Ora, o Kramer não foi à tropa mas viveu ali um momento de napalm genital. Eu ouvia o adágio para cordas enquanto o meu helicóptero sobrevoava a casa e lá estava ele, apanhado por uma onda de constrangimento, gritando "estragaram a coisa que eu mais adoro! Selvagens!".

Ora ontem, cinco dias volvidos de uma artroscopia ao joelho, aventuro-me para fora de muros de Campo Karvela e enconto a tal tia.

"Então filha, estás melhor?"
"Já estou fina. Quer ver?"
"Eh..."
"Não não! Da outra vez mostrou-me as mamas, agora há-de ver-me as cuecas." *calças para baixo*

Sou como uma aliá, gigantesca e com boa memória. 

Karvela 

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Um post que estava a marinar há meses

Adoro a tribo das gajas que acham que a maternidade é uma prioridade que leva à anulação do feminino, do social ou do conjugal. No meu caso não houve lado social para aniquilar porque já estava fenecido há alguns anos derivado do doutoramento e da Síndrome Bicho do Mato. Mas menina continuo a ser, acabo de olhar para dentro das calças e, confirma-se, vagina. Também continuo a ter gajo, pelo menos ele chega todos os fins de tarde e eu alimento-o, diferenciando-se de um gato vadio nomeadamente ao nível de falar; apesar de eu adorar a ideia de ter um gato que fala porque assim ele podia dizer coisas como epá lamber o cu é estupendo. Mas divago. 

Há um grupo de bloggers que assume as suas falhas maternais, que agarra nos putos e os leva para todo o lado, que admite que há dias que só à chapada. Dessas eu gosto. Depois há as que vestem os putos com folhos, putos que nunca adoecem, raramente choram e mantêm os laços nos cabelos perfeitamente penteados. 

Na senda de me transformar numa blogger que veste o garoto com sapatos de vela e meias até ao joelho porque foda-se, venho por este meio dar novas.

O Pequeno Camarão revela-se um suave ditador, maoritariamente benevolente para com os aldeões mas cujos acessos de ausência de apetite derivam necessariamente em palavras pedagógicas acompanhadas de fantasias que envolvem não tanto a ação voltada para o próprio mas atividades menos dolorosas do que esperar que uma criança coma quando uma criança não quer comer. Sentar-me despida no bico grande do fogão e acender o lume no máximo, por exemplo. 

Também temos aquela coisa de se tranformar num pequeno estupor quando tem muito sono.

Ainda assim, regra geral, é um puto bem disposto, um bocado a dar para o brilhante, giro que mete dó, fedorento dos pés, que se ri com os próprios peidos. 

Falhanço total enquanto blogger betinha, uma vitória da genética.

Karvela

domingo, fevereiro 16, 2014

Partiu!

Apesar de naba em diversas áreas da vida, apresentando dificuldades em actividades tão variadas como chegar a sítios sem usar o atalho Badajoz-Covilhã, ir à praia sem guinchar 'Não vou à água que tem ondas. O mar está frio. Não gosto da areia. Está calor. Está a ficar fresco. Tenho fome.' ou evitar a lesão em mobiliário comum a cada 18.3 minutos, Karvela orgulhava-se de ser uma hábil utilizadora de máquinas, computadores e outros pequenos domésticos (não obstante a avaria frequente dos ditos, nomeadamente ao nível da queda),  explicando frequentemente a outras pessoas que o play é sempre aquele símbolo e o desligar também e o rewind também e o fast forward também e o rec também. Não foi por isso sem surpresa que se apercebeu que afinal prefere perder-se a caminho de casa do que ser a senhora que no curso de culinária da bimby se queixa que não conseguiu fazer  iogurtes, as natas não montaram, as claras babaram, a sopa ficou crua e, perante uma formadora em crescendo de frustração, 'venha cá triturar estes coentros com o ovo para fazer a maionese e veja como é fácil', só de tocar na máquina partiu a lâmina*. Ao mesmo tempo Karvela pensou que se calhar há gente que não foi feita para mexer em máquinas e não valia a pena dizer amiga é só seguir as receitas, se a bimby fosse mais para dummies precisavas de um atestado médico para a comprar naquelas lojas dos velhinhos, juntamente com as cadeiras de subir e descer escadas e os andarilhos e as muletas. À saída Karvela deu com o chapéu de chuva na cara, mordeu a bochecha enquanto comia o resto de sandes porque as porções oferecidas não puxavam a carroça do seu filho quanto mais do corpo crescido para as bermas de uma parideira, não se perdeu porque trabalhou durante anos na zona do curso - não que esse facto se revestisse de particular importância - e, bónus, atropelou um rato do campo à chegada. E ainda assim Karvela sorriu porque enquanto houver livros de instruções e gps, conselheiros do Senhor e aquelas mangueiras de esguicho que tiram restos de rato das jantes, Karvela não perde o pé. Já a senhora que partiu uma bimby tenho para mim que ainda está às voltas na rotunda da makro.

Karvela 

* ligeiros exageros à parte, história verdadeira! A lâmina partiu-se quando a mulher se chegou à bimby! No fundo invejo-a porque eis algo que nem eu consigo avariar.

sábado, fevereiro 15, 2014

O fail continental deste mês

É com gáudio, júbilo e mesmo coiso que anuncio que desta feita o fail não foi meu. Chegam as compras, farinha de quilo, excelente. Fruta fui à praça que não tenho saúde para camadas de nervos. Até que chegamos ao algodão.


Notem que diz ali em pequenino 200gr. Como tudo na vida, a perspectiva é essencial. 


É do tamanho da tampa da sanita, pessoas! 
Tenho algodão até 2023.

Karvela 

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Alésbica ao pó

Às vezes fico espantada com as história de alergias que vêm dos EUA. Eu não conheço pessoas que andem com uma caneta de epinefrina por causa dos frutos secos. Vocês conhecem? E noutras partes do mundo? Haverá histórias de família acerca do tio Rajiv que caiu para o lado depois de comer um amendoim? Será que em sítios onde a comida escasseia o gajo que é alérgico é gozado porque é o esquisito da aldeia? Andarão atrás do Mamadu com uma pecan para ver se ele incha como um sapo? 

Não, a sério, conhecem alguém com uma alergia severa, dessas de matar e coiso, ou são os amaricanos que andam a beber água com amoníaco há 50 anos?

Karvela

quarta-feira, outubro 16, 2013

Gloria mundi

Por muito que eu queira ser boa blogger blogueira blogadeira pessoa que escreve larachas na interwebes, a minha vida está consumida numa fogueira de tese e garoto. Tenho para mim que os nazis do tempo também jogaram para o fogo aquele livro onde explica que as pessoas decentes tomam duche todos os dias e aquele que diz que se lava os dentes três vezes por dia e o outro da socialização com seres humanos com mais de um ano. Acaba-se-me periodicamente tudo em casa porque ir às compras é um luxo supérfluo a não ser que estejamos a falar de coisas lésbico-chic ou budget-homeless ou Cheapy McNasty na Primark que aí já vou, ai se vou, iludida com um tamanho que já não é o meu mas ainda assim compra-se porque daqui a um mês eu já tenho menos dois quilos, na boa, apesar de algumas ceias consistirem em natas batidas com açúcar, bato-as à mão que não atino com bater natas na bimby. Não fico indiferente à expressão bato-as à mão e ficamos assim. E depois ele sorri para mim e eu noto que já é octodente apesar de bidente em baixo o que significa que é hexadente em cima, parece a muralha do Castelo dos Mouros, para meu gáudio e loles diversos que tenho que aproveitar que ele ainda não entende e eu não lhe quero dar um complexo. Afinal não se me acabou absolutamente tudo em casa, tenho natas, fui ver. E depois é o outro que anda a fazer judo e chega a casa e começa a falar-me japonês e a treinar movimentos comigo e eu sou uma pessoa de joelho fraco e nervos delicados e fico arrumada para o dia. Estou tão sozinha.

Karvela