sexta-feira, outubro 30, 2009

Senti-me uma mistura de Obama com o Karate Kid

Apanhei uma mosca com a mão. Não notei. Fechei a mão sob o queixo e assim estive uns bons 5 minutos. Quando abri a mão tinha lá uma mosca.

Podia ser mais excitante e estar lá o Jeff Goldblum.

Karvela

sábado, outubro 24, 2009

Os meus pais têm piada...!

Desde que o meu pai decidiu que lá em casa haveria televisão de alta definição, de repente o MyZen.Tv tornou-se um canal de preferência. Mamãe vê quando está a querer chamar o sono, papai vê para dizer "olha para esta imagem!".

E nenhum dos dois diz my zen, mas sim maizena.

Karvela (e eu agora também... 30 anos e ainda a aprender coisas bonitas com os pais!)

domingo, outubro 18, 2009

The Neves Identity

Um rapazito chamado César Neves foi confundido com um traficante de droga e espancado pela polícia. É uma infelicidade que alguém ainda não tenha confundido o João César das Neves e lhe tenha enfiado uma carga de porrada.

Karvela

Mais um episódio na série Óscar Love...

Karvela

quarta-feira, outubro 14, 2009


It's the arts, stupid!

Prefácio: eu percebo tanto de arte como dos mecanismos que fazem com que um space shuttle chegue à lua.

Dito isto, fui a Serralves. O espaço está bonito, sim senhores. O que está lá dentro é que me faz espécie. Isso e as aves raras que por lá andam a tomar notas. Às quais eu respondia para a minha colega com mimos como "Olha, S., nota a ironia desta peça... ah aha ahhha aah... hmmmm" *riso pedante* ou "nota, o tom de rosa no meio do azul... isto sim, é visão! VISÃO!"
Vejamos as provas:

Isto, senhores, era carvão com umas coisas espetadas para fora, que me iam vazando uma vista. Representa, acredito, carvão com coisas espetadas. Fora isso não compreendo o que possa representar.


Já tive mesas mais animadas ao nível da coca colinha que esta...


Quando eu tinha 8 anos vim viver com os meus pais para um prédio que, ao início, antes das limpezas todas, tinha entulho parecido com este. Mas o chão não estava tão encerado por baixo. E não tinha penas na areia. Sim, aqueles pontinhos pretos são penas na areia. Disseram-me na altura que me afastasse. E também desconfiei um bocadinho deste, por isso a foto é mais ao longe que os outros.

As legendas são a melhor parte das instalações artísticas. Comecemos por esta: um mapa Michelin com a faca que a minha avó usava para descascar batatas no meio de Zurique.

... pois...

Esta seguinte não fotografei porque o queijo estava tipo verde. E não era do tipo de queijo, era mesmo porque isto existe desde 1969.

*


E se lá fiz a piada "Eu faria melhor", cheguei a casa e, na minha opinião, fiz melhor.

Eis a minha visão, as minhas legendas. A minha arte.


Karvela
Pinochio hoch über Pilze [Pinochio high on shrooms, Pinóquio pedrado com cogumelos], 2009
Barro, barro vidrado, madeira, corda.

Karvela
If Jesus was homeless, he'd be corrected [Se Jesus fosse um sem-abrigo, seria corrigido], 2009
Corrector Staples, maçã reineta, 20 cêntimos espanhóis.

Karvela
Os jovens começam cada vez mais cedo. A asfixia auto-erótica [They're starting younger and younger. Autoerotic asphyxiation], 2009
Nenuco dos anos 80, cinto do chnens.



Karvela
Ménage de escovas. E elas raladas! [brush threesome, and them ralated!], 2009
Madeira, cerda, plástico, ralador ikea, restos de colgate.

Karvela, the artiste.

Semana nacional dos anónimos parvos parte I

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda e sempre sobre o post do Gio Rodrigues:

Adoro ver a maneira como o Gio se ri sempre que lê estas bichices... a inveja é mesmo terrivel, mas é assim, nao se pode ter tudo! quanto à mulher do Gio... antes de nascer ela ja tinha a conta no banco bem recheada! Acreditem, ela paga o café com 10 euros e nao quer o troco! Amigos acham mesmo que ela se dava ao trabalho de ir à feira? AHHAHAHAHAHA

Amor, se ela paga o café com 10 euros e não quer o troco é apenas e só parva! Mas ela pode vir cá beber nespresso a casa que eu sou pessoa sem orgulho e se ela me der 20 eu prometo que não a ofendo com coisas como trocos.

Karvela
Semana nacional dos anónimos parvos parte II
ou
O preconceito contra o Porto é uma coisa muito feia...especialmente vindo de alguém que vem do Samouco

Um Emanuel picou-se com o meu comentário sobre o Porto. Há quem diga que enfiou a carapuça, eu digo que tem o cérebro do tamanho de um daqueles batentes das portas. Portanto, tem imensa piada quando falo mal de tudo o que mexe e mais um cão, mas quando mexo no Porto já não. É aquele complexo pequenino - que, aliás, não vi nas pessoas do Porto com quem falei - de "só eu é que posso falar mal da minha família... são uns sacanas mas se dizes alguma coisa parto-te a boca!". Nos posts sobre o Cláudio Ramos ser armariado ninguém vem defender as fadinhas televisivas que se vestem de cor-de-rosa e frequentam saunas.

E o que queres dizer com "Especialmente vindo de alguém que vem do Samouco"? Eu venho do Mundo, pessoa. Esse bairrismo mete-me tanto asco que a única coisa que te posso desejar é que te transformem em instalação em Serralves, sob o nome "O complexo de inferioridade é uma coisa muito feia"
Cresce e aprende a gostar da tua terra. E inscreve-te no primeiro ciclo e aprende a ler, que eu não falei mal do Porto.
Emanuel, Emanuel... se mais nada posso dizer para me escudar desse teu ataque, vá, estúpido, só posso utilizar a defesa Povo vs. Pessoas Que Compram o Álbum da Whitney Houston.

O comentário do Emanuel pode ser visto algures neste blog. Encontrem-no e ganhem um álbum da Lady Gaga. O Emanuel dá, que ele tem muito bom gosto musical e compra essas coisas todas maravilhosas.

Karvela

Não quero ir embora!

Sairia daqui com 120 kg mas no Porto foi onde me senti mais
gastronomicamente feliz nos últimos anos.

E onde os empregados de mesa têm as melhores teorias da conspiração! Adoro!
"As pessoas têm que entender que o Porto manda em Portugal!"

E eu tudo bem, que começo a perceber que é melhor não contrariar
homens e mulheres do nuorte.

Karvela

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Enviada a partir do meu dispositivo móvel

terça-feira, outubro 13, 2009

A minha viagem ao Porto

Estou no Porto por razões que nem eu sei bem.
O primeiro dia até agora foi muito bem passado com a minha coleguinha S. e o seu super querido e paciente consorte.
Mas a lista de gaffes já vai por aí adiante.

Gaffe #1
No restaurante Snoopy – sim, Snoopy – ao almoço:
Consorte – O que é que tem para sobremesa?
Mulher do Nuorte – Temos pudim francês. (leia-se fraunssês)
Consorte – E isso é o quê? Tipo flan?
Mulher do Nuorte – Não, aqui não temos nada instantâneo. É francês, é… francês! É caseiro!

E lá comemos. Era flan.

Gaffe #2
Ora quero prefaciar esta gaffe com uma advertência. Pessoas do sul, gente parva em geral: o Palácio de Cristal é um mito que foi perpetrado sobre o restante povo de Portugal durante anos a mais. Quem veio ao Porto duas vezes na vida, como eu, e em trabalho, não tinha como evitar a gaffe #2.

Estamos no Palácio de Cristal. No estacionamento Palácio de Cristal. No jardim Palácio de Cristal. E onde está o Palácio de Cristal, pergunta o consorte a dois senhores que por lá faziam manutenção?

Resposta literal
“Ah, o Palácio de Cristal já não existe. Era muito pequenino e uma vez foi preciso fazer aí um evento desportivo e demoliram-no e fizeram o Pavilhão Rosa Mota. Mas vão ali à recepção, que eles têm lá brochuras e postais de como isto era antes!”

Era muito pequenino e uma vez foi preciso fazer aí um evento desportivo e demoliram-no.

Depois fomos ao Museu Romântico, no mesmo jardim. E enquanto não o encontrámos fantasiámos que talvez o tivessem demolido por ser muito pequenino e ser preciso bancos de jardim para os putos do Carolina Michaelis se comerem. Mas havia brochuras de como era antes. Era lindo.
Karvela (o Museu Romântico existe mesmo... é tipo... romântico, fofinho, amoroso)

segunda-feira, outubro 12, 2009

O Lagostim exerce o seu domínio

Pois decidi que blogspot era já uma casa muito pequena para o ego do Lagostim e decidi mudar para um .com (aparentemente lagostim.pt está ligado a uma imobiliária que não tem página na net - odeio-vos e a todos os vossos descendentes). Daqui a poucas horas serão redireccionados para www.lagostim.com. Por enquanto irei servir-me do blogspot como backoffice mas quando tiver pachorra arranjo uma página mais catita.

E de modos que é isto. Uma pessoa deveria estar a trabalhar numa apresentação mas, na verdade, está a comprar domínios e a fazer coisas geeky e giras. Tá certo.

Karvela

quinta-feira, outubro 08, 2009

Às vezes conhece-se gente igual à gente

Se eu tivesse de descrever a minha relação com a Daniela e o Flávio, seria este anúncio:



Faz-vos sentido, macacos?

Karvela

segunda-feira, outubro 05, 2009

Now that's unfortunate

As filhas do Zapatero já se vestem como góticas que vêm para Portugal fazer Erasmus... uma verdadeira infelicidade.



Karvela
Não tenho escrito... porque não me tem apetecido

Estive até hoje de férias mentais e só a partir de amanhã é que regresso ao activo. E que activo, que Outubro avizinha-se com uma rentrée que, meus meninos...!

As Astúrias estavam muito bem, muito bonitas e gostámos muito. Claro que aconteceram coisas engraçadas e com piadola tipo ah ah, mas nada me preparou para o almoço de domingo, dia 27, numa estrada entre a Galiza e as Astúrias. Quase 15h, esfomeados, aborrecidos, kramer e eu decidimos que vamos parar no primeiro sítio que se assemelhe a um restaurante. Assemelhe é a palavra certa porque quando estacionámos o carro, notámos imediatamente que o dito restauran estava associado a uma pensão de uma estrela, uma. A hesitação inicial e instintiva foi superada pela fome, que falou mais alto, qual pirâmide das necessidades posta em prática.

Entrámos. Quatro funcionários. A cozinheira e o senhor do bar, casal mais velho. A menina que nos serviu e um segundo senhor do bar, casal mais novo, se por mais novo contarmos só com a menina. Televisão aos berros, excelente para pessoas com fome e com dores de cabeça; ao fundo, uma segunda televisão, gigantesca, daquelas ainda com um rabo muito grande para trás, pousada inerte, talvez avariada, sobre uma mesa.

Uma criança com os seus três anitos brincava. Era certamente da família dos donos da casa. Durante uns bons 10 minutos estive sentada na pontinha da cadeira, preparada para saltar, mal a criança se estatelasse no chão, já que nesses minutos a criança esteve entretida a brincar em cima da mesa, ao lado da televisão inerte e utilizando o cabo da TV como aparato-de-rodar-que-por-acaso-tem-uma-ficha-agarrada-e-que-ainda-é-coisa-para-aleijar-e/ou-puxar-a-televisão-para-cima-de-uma-criança-no-caso-(remoto)-de-cair-da-mesa-e-se-agarrar-ao-fio.

A mãe lá chega, dá-lhe uma palmadita, é premiada com um choro falso. E nós, espectadores enervados, somos premiados com a melhor de todas as recompensas, especialmente para quem está a comer: a criança, quando finalmente pára de choramingar, abana as calças e de dentro de uma perna caem três magníficos e reluzentes cagalhotos.

Eu digo ao kramer "Não sei se queres olhar agora mas, para o caso de não quereres, aviso-te que está cocó no chão". Engolimos a custo os nossos bifes salgados, olhámos para o ar durante o interminável tempo que demoraram a apanhar os mini senhores castanhos, primeiro com pá e vassoura (quem tem um cão sabe que se apanha com papel higiénico e se põe na sanita, senhores!), logo seguido de uma única mas veemente passagem com esfregona, e fugimos tão depressa quanto pudémos.

Aconteceu ali a nossa guerra da Coreia. O nosso Vietname pessoal foi aquele restaurante. Espero nunca mais na vida ter que ver uma criança a abanar as calças, sob pena de começar a ver tudo a preto e branco e em câmara lenta, como nos filmes de guerra, e a atirar de um penhasco, só para perceber que só tinha calor. Ela só tinha calor... não era cocó. Isto já não é as Astúrias, soldado.

Karvela