domingo, maio 12, 2013

Delírios de sono

Eugenia Dysenterica é o nome de uma senhora cá da terra que uma vez comeu alperces quentes quando estava na monda e depois não encontrou meio de se aliviar. A malhada ainda era longe de casa e ela veio por aí fora, de pernas traçadas, a andar como o filho da D. Eulália que nasceu com uma doença e as pessoas até levaram a mal, houve duas ou três vizinhas que não acharam piada à Eugenia, que não se faz pouco de quem nasce poucochinho. E a Eugenia, sem tempo para explicar, ou explicava ou cagava, continuou estrada fora, pelo atalho do largo da praça mas infelizmente chegou ao chafariz e não aguentou. Foi as ceroulas do marido que usava para não as coxas não roçarem com o calor, foi saia, foi saiote, foi as socas de trabalho que ficaram num desconsolo que nem os porcos lhe chegavam depois disso. E ao lado do chafariz, para desgosto da Eugenia, o povo juntara-se porque estava a tocar a banda que era dia de Nossa Senhora da Conceição mas a Eugenia tinha-se esquecido, a terra estava um nojo e ela precisava mesmo de ir mondar e aqueles alperces andavam-lhe no goto há uns três ou quatro dias e antes que as abelhas lá fossem picar a Eugenia comeu um, comeu dois, comeu quinze...


Karvela

terça-feira, maio 07, 2013

Uma referência a Omo não se pode perder assim

Todas as noites a vizinhança de cima faz um barulho esquisito, uma espécie de tilintar no lavatório da casa-de-banho. Na minha cabeça isto só pode ser duas coisas:

1. Estão a lavar as bolas anais.
2. Estão a demolhar em Omo os trocos que fizeram no pinhal.

Seja como for, gabo-lhes o asseio.

Karvela