quinta-feira, agosto 22, 2013

Ponto de situação

Por aqui o Pequeno Camarão está igual aos outros bebés. Surpresa do camandro, não? O Tiny Shrimp não é especial, é só alto. Não, a sério, é gigante. De assinalar o seu gosto cleptomaníaco por comandos que funcionem, a recusa em rasgar revistas que não sejam estritamente actuais (pobre Nova Gente!), a dança quando lhe dizemos "Benfica! Benfica!" (e em boa verdade quando lhe dizemos qualquer coisa naquele tom... "Sandália! Sandália!") e dizer mamã em loop, tipo mamamamamamamamamama (calem-se, diz mamã!). Fica acordado sete horas seguidas à tarde apenas para estar exausto à hora de jantar e comer com um olho aberto e o outro fechado. Caga num canto específico da sala, perde-se atrás do cortinado e não mede bem a distância entre a cabeça e o pé da mesa. 

E nisto já se foi quase um ano. Um ano em que o Lagostim sofreu muito porque não há tempo para tudo. Ou para nada. Há tempo para trabalhar, fazer cenas em casa e perseguir um ser descontrolado das emoções - que também não as tem há muito tempo, nasceu com elas novas a estrear - que tão depressa ri como chora e que se peida como um cavalo.

Também o advento da verticalidade do Pequeno Camarão trouxe consigo um cansaço que só conhecera nos momentos de noites dormidas em tranches, típicas do início de vida do garoto. As outras falam das filhas, que lhes fez a psicanálise que não tiveram e trouxeram luz por dentro e o caralho. Ou do outro que é prematuro e não mamou na teta porque Nosso Senhor nos livre de fazer as coisas da forma mais simples. E da outra que é fashion porque usa folhos e cor-de-rosa e guizos à volta do pescoço para não atrapalhar a mamã quando está a emborcar. Podem juntar-se todas numa taça gigante e fazer um bolo de merda.

Um forte abraço a todos e lá para 2020, quando ele adormecer, eu volto a escrever coisas bonitas. 

Karvela

terça-feira, agosto 13, 2013

Estereótipos infantis 101

Hoje fui passear o Pequeno Camarão. A meio do passeio encontramos uma garota com mais um mês que ele. Ao lado, o shor Fernando empilhava o seu habitual carrinho de mão com tralha avulsa, causando abundante cagaçal.

A miúda bem tentava. E era agarranços. E era marradas fofas. Mas o Camarão, como verdadeiro macho, não desolhava do material das obras, gargalhando maniacamente a cada catrapam de entulho. Um espertalhão, deixou-a toda maluca. 

É isso ou vai ser daqueles que aprecia o trolha, o índio, o polícia, o cóboi, o tropa e o do cabedal.

Karvela [edição pelas 21h do mesmo dia: pelas 20h30 o Pequeno Camarão afiambrou-se ao comando da Zon e tentou assinar a Sport Tv. Só por causa das tosses.).

quinta-feira, agosto 01, 2013

Histéricas!

Só para esclarecer a minha posição acerca disto dos cães que atacam e matam e esfolam e ainda nos chamam Cleuzineide. 

1) Com o mal dos outros estou eu bem, não entro em histerias menstruais em relação a cães e crianças que não são parte da minha família. 
2) Se o Óscar um dia magoar o Pequeno Camarão vai janela fora. 
3) Felizmente amam-se, é bonito de ver.
4) A culpa, em caso de haver problemas, é sempre exclusivamente dos adultos que não entendem que às vezes cães e crianças não dá.

Karvela