segunda-feira, maio 31, 2010

Stating the fucking obvious

À hora de almoço fui comprar detergente para a máquina da roupa. As senhoras da limpeza do sítio onde eu faço voluntariado (long story) têm por ofício limpar (que o fazem bem) mas também praticam a bonita arte do não-saber-quando-parar, não perdendo, por isso, uma única oportunidade para estarem caladas. A de hoje foi daquelas que eriça pêlos karvelianos.

Menina da limpeza – Então, vais lavar roupa?
Karvela – Não, vou tocar violino!

Nunca teria esta reacção se não tivesse já ouvido milhares de vezes as expressões :
"Então, foste almoçar?"
Resposta normal: hehe... hmmm... sim.
Resposta Karvela: não, fui fumar crack.

"Com calor?"
Resposta normal: hehe... hmmm... sim.
Resposta Karvela: AHGH!

Karvela (Captaaaaaaaaaaain Obvioooooooooous!)

domingo, maio 30, 2010

O milagre da multiplicação da fanbase

Ontem fui à manif e conheci talvez os mais dedicados fãs do Lagostim. Agora, que caraças é ser fã do Lagostim? Aparentemente é fazer uns olhos muito grandes quando me encontram, receber de volta uns olhos ainda maiores, trocar "hiiiiiiiiiiiiiiii" agudos e, no caso da S., uma foto autografada com um beijo de batom-cor-de-pêga. Como não sabia que o R. e o D. lá iriam estar, não levaram foto autografada mas levaram com abraços desconfortáveis de tão longos. Agora pasme-se: eles inventaram cânticos de manif para a Karvela. Como é possível? A Karvela que depois nada lhes deu, porque os 300.000 na Av. da Liberdade e zonas adjacentes deixara-me tipo veado a olhar para faróis. Senti-me efectivamente atropelada pelo amor que recebi. Porque escrevo umas piadas e uns pensamentos aleatórios. I'm not worthy!

Pelos pedidos de algumas famílias, pelo amor sentido ontem e, se o quisermos explanar em termos de manifesto simpaticamente organizado ponto a ponto, por isto, a partir de hoje vou guardar a maioria dos meus pensamentos não raramente muito parvos para o meu menino, o meu Lagostim.

Loved you tons, bitches!

Karvela

quinta-feira, maio 27, 2010

Olha, aquela que não escreve há quase 15 dias...

É com algum pesar que vos escrevo hoje. Estou a considerar seriamente acabar com tudo. E nem estou a brincar. Estou, repito, a considerar seriamente o suicídio. Porque não tenho tempo para nada, porque estou sempre metida no restaurante ou no hotel ou na quinta. A vida antes era simples. Agora isto veio complicar, roubar-me minutos, horas, dias de vida.

Por isso, macaquinhos, se me virem desvanecer no Facebook, foi porque a) usei a suicide machine ou b) passei a usar o FB só para vos mostrar umas fotos de férias... e voltei a dizer todas as minhas imensas piadolas no blog. Meu rico Lagostim, que anda tão negligenciado. A Karvela mata o Facebook mau. Vá... agora come a sopa senão levas nos cornos.

Karvela

sábado, maio 15, 2010

Não se aprende classe, nasce-se com classe!

A finesse do Samouco pode ser medida em poucas palavras. Poucas mas eloquentes. Esta história tem uns 15 anos. Estava com o Fabricius a passear pelas ruas da terra quando ouvimos um puto, para aí de uns 9, 10 anos, a discutir com a avó. Pelo bem da história, digamos que era um Bollycao que ele reivindicava:

Puto - Dê-me o Bollycao!
Avó - Não, que depois não almoças.
Puto - Dê-me o Bollycaaaaaao!
Avó - Não!
Puto - Dê-me o Bollycao senão fodo-a!

Aqui está. A classe, a finura, o tratar os mais velhos com o respeito que nos merecem, por "você".

É esta a lisura do Samouco, é desta fibra que somos feitos. Eu, que vim para cá com 4 anos, sou feita desta trama de respeito, educação e carinho pela família. Foda-se, espectacular!

Karvela
Diminuidos

Hoje o meu pobre kramer está doente. E eu, esposa super fofa, fui cozer-lhe fruta. E digo: "Vou cozer-te a frutinha, agora.". E, sem ele ver para não o perturbar ainda mais, dei balanço a partir do corredor e bati com toda a força nos vidros da marquise, numa tentativa pavloviana de associar cortes profundos em tecido humano ao uso de diminutivos.

Tenho um gravíssimo problema com diminutivos. Esta semana ouvi a seguinte conversa ao telefone:

Moça - Tá bem... ok... sim, fui lá e já resolvi aquilo tudo... e deste-lhe a frutinha? Ó MÃE, SEI LÁ AGORA ISSO... deste-lhe ou não a frutinha? Não percebeste? MUDA DE SÍTIO! Pronto, já me ouves? FOGO! ... Deste-lhe a frutinha?

Não é preciso ser muito inteligente para entender que estavam a falar de uma criança, e é com as crianças que os diminutivos se tornam absolutamente fatais. Exemplo: "A menina está boa?" é excelente para se usar quando uma pessoa não se lembra do nome da filha de uma colega de trabalho. Mas acho maravilhoso quando a própria mãe diz "A menina hoje está doentinha" ou "O menino tem um percentil do camandro" (como não entendo nada disso, só sei da existência da palavra percentil mas não sei muito bem se é bom ou mau, como é que se cura e quantos dedos lá cabem). Sempre admirei nas minhas colegas de trabalho a capacidade inata de chamarem os filhos pelo nome. Uma delas agora teve a terceira filha e no outro dia falava-me da B. para aqui, da B. para ali e só me apeteceu dar-lhe um abraço e até, talvez, lamber-lhe uma face por não cair no erro da "menina" ou da "bebé".

Onde também se torna fatal é nos restaurantes. Aqui há uns anos os Gato Fedorento fizeram um sketch onde mostram o flagelo do "peixinho", do "bifinho" e das "batatinhas fritas". No restaurante do Sr. R., mencionado há uns dias por mim, isto é diário, constante e mais certeiro que um sniper cheio de nervos. "XOR CONTRÁLMIRAAAANTE, HOJE O PRATO DO DIA É UM FRANGUINHO ASSADO COM BATATINHAS E SALADINHA", diz, tonitruante. Ou a sua esposa, para mim, "Querida, prefere perninha ou peitinho?". Prefiro um bolo, que de repente fiquei sem açúcar no sangue.

E o facto de, maternalmente, hoje ter dito ao kramer "frutinha" só significa que irei cair no erro de ser a primeira a mostrar-vos fotografias do menino todo cagadinho com papinha. Apenas para de seguida sentir mentalmente a dor aguda de um vidro na clavícula.

Karvela
Farmacêuticos do meu país, uni-vos!

Podem fazer-me o favor de, quando eu discretamente peço faktu, não gritar "ONDE ESTÁ O FAKTU? O FAKTU ESTAVA AQUI AGORA MESMO!". Depois disso, não vão para as traseiras e não gritem, repito, das traseiras "Ó DÓTORA RUTE, O FAKTU NÃO ESTÁ NA GAVETA". Depois a Dótora Rute encontrou-o e deu-mo com naturalidade. Ao que a técnica de farmácia replica, desde as traseiras até chegar ao posto de atendimento, como se a falar para a plateia no teatro de revista:"É QUE EU AINDA ONTEM TIREI O FAKTU DA GAVETA... ACHEI ESTRANHO AGORA NÃO ENCONTRAR O FAKTU!"

Não via product placement assim desde o Telephone da Lady Gaga...!

Kavela

segunda-feira, maio 10, 2010

All the Popes in da house say haa-ay!

Conversa tida hoje, em pleno Restelo.

Está Karvela a pagar a sua refeição de febra grelhada com batata frita quando ouve o seguinte diálogo, entre um cliente do café e o dono, o Sr. R., homem alto, sempre impecavelmente vestido de fato e gravata, que trata toda a gente pelos títulos e sempre muito, muito alto, com uma voz tonitruante. Exemplo: "BOM DIA, XOTOOOOOORA" "ORA COMO ESTÁ O MEU AMIGO, XOR CONTRÁLMIRANTE?". Comigo é "menina", que eu não tenho categoria para ser muito mais.

Senhor do Restelo que de facto é beato - Ó Sr. R., não vi o percurso do Papa. Ele passa pelo Restelo?
Dono do café que eu achava que era beato - Ele que passe...! Só me dá vontade é de matá-lo. Pagava a pena com gosto!

Aqui, apesar de não ter uma opinião particularmente discordante, fiz a minha cara de espanto #4405A, e comecei a rir imediatamente, porque acho que naquele segundo amei o Sr. R. pela pura demência do momento.

Senhor do Restelo que de facto é beato - Não diga isso, Xor R.... depois você vai para o Inferno e ele vai para o Céu...!
Dono do café que eu achava que era beato - Vai pró Céu, vai. Deve ir.

E aqui o Sr. R. levanta a crista e desenvolve assuntos como os escândalos de pedofilia na Igreja, etc. Entretanto eu dou-lhe o talanito com a conta, pago os meus 6 euros e nisto o outro senhor continua...

Senhor do Restelo que de facto é beato - Não diga isso, não diga isso...
Dono do café que eu achava que era beato - Ah digo digo! E muito mais!
Karvela - Sr. R., eu vou tirá-lo da cadeia. Conte comigo!
Dono do café que eu achava que era beato - Obrigado, minha querida!

O senhor beato não achou muita piada e olhou para mim como se eu fosse leprosa. Sr. R., se matar o Rato Singer eu juro que vou tirá-lo à cadeia. Vou mesmo!

Karvela

A car eating a man

Enviada do dispositivo sem fios BlackBerry®

domingo, maio 02, 2010

O Lagostim agradece a visita do Santo Padre e retribui



Fuck the motherfucker, fuck the motherfucker
Fuck the motherfucker, he’s a fucking motherfucker
Fuck the motherfucker, fuck the fucking fucker
Fuck the motherfucker, he’s a total fucking fucker
Fuck the motherfucker, fuck the motherfucker
Fuck the motherfucker, fucking fuck the motherfucker
Fuck the motherfucker, fuck the motherfucking Pope
Fuck the motherfucker, and fuck you, motherfucker
If you think that motherfucker is sacred
If you cover for another motherfucker who’s a kiddie fucker
Fuck you, you’re no better than the motherfucking rapist
And if you don’t like the swearing that this motherfucker forced from me
And reckon it shows moral or intellectual paucity
Then fuck you, motherfucker, this is language one employs
When one is fucking cross about fuckers fucking boys
I don’t give a fuck if calling the pope a motherfucker
Means you unthinkingly brand me an unthinking apostate
And this has nowt to do with other fucking godly motherfuckers
I’m not interested right now in fucking scriptural debate
There are other fucking songs and there are other fucking ways
I’ll be a religious apologist on other fucking days
And the fact remains, if you protect a single kiddie fucker
Then Pope or prince or plumber, you’re a fucking motherfucker
You see, I don’t give a fuck what any other motherfucker
Believes about Jesus and his motherfucking mother
I’ve no problem with the spiritual beliefs of all these fuckers
While those beliefs don’t hit back on the happiness of others
But if you build your church on claims of fucking moral authority
And with threats of Hell impose it on others in society
Then you, you motherfuckers, can expect some fucking wrath
When it turns out you’ve been fucking us in our motherfucking asses
So fuck you motherfucker, and fuck you, motherfucker
If you’re still a motherfucking papist
If he covered for a single motherfucker who’s a kiddie fucker
Fuck the motherfucker, he’s as evil as the rapist
And if you look into your motherfucking heart and tell me true
If this motherfucking stupid fucking song offended you
With its filthy fucking language and its fucking disrespect
If it made you feel angry, go ahead and write a letter
But if you find me more offensive than the fucking possibility
The Pope protected priests while they getting fucking fiddly
Then listen to me, motherfucker, this here is a fact
You are just as morally misguided as that motherfucking
Power-hungry self-aggrandized bigot in the stupid fucking hat
(Fuck the motherfucker, fuck the motherfucker…)