terça-feira, julho 25, 2017

Olhó recápe do dois!

Temporada 7
Episódio 2
Stormborn

O tempo está manhoso em Dragonstone e a Dany já está enervada com o vento e pronta para distribuir fruta. Hoje calhou na rifa aquele pequeno do Eixo do Mal que está sempre de robe e que no fim lhe jura fidelidade e que é perupovo.


Está a Dany já a ameaçar que taca fogo a tudo quando chega a Marisandra. Diz que a profecia não tem género, e é assim que nós gostamos dela. #fightthepatriarchy. O feminismo é coisa para animar a Dany, que pede ao Tyrion para mandar chamar então o João das Neves e ele que faça o obséquio de ajoelhar.


A Cercei já reúne tão pouca gente que parece um concerto da Maria Leal no Pacha de Ofir e é ela a cantar os Dialetos de Ternura e a gritar VOS AMO DE PAIXÃO! E eles todos “Ó Cercei a gente só te segue porque não achamos muita piada a estrangeiros e aqueles Dotráquios têm ar de quem vem mamar os subsídios todos.” Ah, o racismo a unir povos, hoje e sempre.

O pai do Samuel estava entre a multidão de oito e o Jaime propõe-lhe cargos militares e uma reforma confortável no Algarve (ele disse sul, eu estou a anhar por férias, por isso é no Algarve e não quero discussões). O Tarly fica balançado mas entra no negócio.

As cenas na biblioteca nacional continuam um fascínio, com o Mormont todo fudd, e o dótor, que deve ser da caixa, muito desagradável, muito “ó minha senhora, eu não sou pago para isto”. Eu tinha pedido o livro de reclamações mas não tenho o problema do Mormont e cada um sabe da sua saúde.

De volta à masmorra fofa da Cercei – porra que este episódio anda aqui, ali, aqui, ali – o Dr. Frankenstein mostra à kween o que andou a fazer nos tempos livres: uma bésta para dragões. Eu sou pelo bem, queres fazer découpage fazes découpage, queres uns amigurumi pois que fazes amigurumi, queres uma bésta para dragões tu fazes uma bésta para dragões.

Voltamos a Dragonstone, a Dany mostra os planos de combate, estratega, toda estratega, e fica toda a gente contente. Avance-se, que nós temos dragões. É só preciso ter cuidado com o pessoal que tem o hobbie das béstas. E do pessoal que tricota, esses também andam a tramar alguma, a vestir as árvores. A Diana Rigg no fim ainda lhe dá uns conselhos, mormente #youiskween #safodamosgajos #eueradosvingadores


Noutra parte do castelo – diga-se, extremamente bem decorado para quem acaba de lá chegar – a Misandria vai dizer um xau ao Castratto e ele beija-a e ela tira a roupa e depois tira a dele e ele “Faz atenção, que eu a sul da fronteira sou um Ken”. No entanto, já diria o adágio, o garoto está a dois terços de não ter medo.  

Estamos nós a ver uma cena de amor tão bonita quando temos que voltar ao Jorah. Eu também via cenas de amor muito bonitas contendo o Jorah, não me interpretem mal. O que eu não aprecio tanto é pus. O Samuel vai curar o Jorah e só isso é que importa e eu estou a ignorar a nodja que isto foi e la la la la não vos estou a ouvir.

A Aria já vai toda feita para matar a Cercei – depois de ter perdido uma excelente oportunidade para matar o Ed Sheeran – e para na estação de serviço, onde encontra o inefável Hot Pie, que há-de ser ele e as baratas no fim de Westeros (ou será ele um faceless man? Isso seria fantástico! Vocês leram aqui primeiro!). Ela come uma tarte, agora com menos recheio de pessoa, e ele diz-lhe que o João das Neves agora é rei. E ela PEACE! e pira-se para Winterfell, que se o meu irmão agora fosse rei de repente eu também ia ver se pingava uns trocos ou uns brincos de ouro ou uma vivenda.

De volta a Winterfell, o João das Neves avisa que vai lá então ver o que é que a Dany quer e os aliados – uma multidão já não tanto Maria Leal em Ofir mas mais Agrupamento Diapasão em Santa Comba – não aprecia muito que agora o boss vá assim ao Algarve, é um desgaste para os cavalos, o dinheiro que ele vai gastar em portagens não vale a pena e nem tem identificador para a carroça quando passar na SCUT, depois a conta vai para o castelo e ninguém viu, ninguém paga. A Sonsa também se opõe até o irmão dizer que ela fica a tomar conta da casa e aí já está tudo bem, não é, Sonsa? Sonsa.

Daí a bocado, o João das Neves entala o Mindinho numa estátua.



A Aria reencontra a Niméria na mata e cheira-me que aquela matilha ainda vai safar a Aria de boa mais adiante (ouviram aqui primeiro!)

Acabamos numa nota digna de um filme do Michael Bay, aqueles que não entendes se o transformer é bom ou mau. Está a Yara a ver a vida a andar para a frente (outra cena de amor à qual eu assistiria com garbo) quando são abordados por um barco do tamanho de um porta aviões. O Euro e seus homens vão por aí dentro, o Euro mata as cobras (nada contra), mata homens, mata mulheres, mata duas traves, afiambra-se à Yara, que não só acabou por ficar a ver navios




como ainda tem que levar com a versão adaptada de dá um beijinho ao tio. 

Eu no fim, mulheres, nem sei o que vos diga do Theon. Entre ser totalmente fdp e estar com um camadão de coiso pós-traumático, fico entre a pena e o já-te-afogavas-personagem-inútil. Ou faz alguma coisa ou podia ser o próximo a não estar cá, boa? Boa?

Aguardo.

Karvela

quarta-feira, julho 19, 2017

Game of Thrones. Episódio 1 da temporada 7. O resumo.

No facebook, sítio onde os blogues vão morrer, andei, na temporada passada de Game of Thrones, menina para fazer uns recápes cheios de piada. Agora, possivelmente com menos piada, faço os recápes aqui, que o povo pede, pede, e eu tipo pá, povo, não, ai, não me enervem, não quero, tá bem.

Temporada 7
Episódio 1
Dragonstone

Isto começa sem genético, o que é coisa para me deixar uuuui vem aí bosta. Pois que está o caseiro do Harry Potter a botar faladura e eu não me enganas, Valter Freitas, que fostes todo estraçalhado pela pequena no fim da temporada passada. Pois que pimbas, era a pequena, em grande domínio daquela coisa que eles também faziam muito bem na Missão Impossível, que era ter umas caras de latex e trau afinal sou o senhor dos gelados! Não, trau, afinal sou a Dolly Parton! Não, trau! E nisto envenena toda a família Freitas e, verdade que poupa as miúdas, também as deixa com um belo chiqueiro para limpar.

A Meera chega à Muralha com o Bran no trenó. Os gajos da Muralha levam o puto para dentro e a Meera tipo “tá, agora que eu o puxei pela neve, agradeço muito estes 200 metros de ajudinha, olha que foda-se.”

Em Winterfell o João das Neves quer mandar tudo o que é homem, mulher e criança para a guerra e ainda quer que o povo vá fazer de mineiro. A Lyanna concorda e nós concordamos com ela porque KWEEN. A Sonsa continua Sonsa e nheee discordo de ti, mano e nheeee vingança e o João fica puto e foi tipo tu queres ver??? 

O Raúl Meireles, que entretanto ficou encarregue de ir para lá da Muralha, daqui a pouco faz um cutchi cutchi à Matulona e os manos lá em cima recebem um corvo da Cercei que diz para o Neves ir lá ao beija-mão e deixar-se de merdas e ele tá bem deixa e a Sonsa não tenhas cuidado que vais ver, estás ralado com os zombes, vem a outra e o Frankenstein enfaixa-te a moleirinha de encontro a um pial.

A Cercei está com o decorador a pintar o chão do hall de entrada quando recebe a visita do Euro Greyjoy, que a pede em casamento. Coisas são ditas, sentimentos ficam magoados, ele vai voltar com uma prenda, que ela só dá fácil ao irmão.

O Samuel está na biblioteca nacional mas, por alguma razão, na biblioteca nacional também há um refeitório e velhotes a fazer cocó e autópsias e Mormonts carregadinhos de lepra. É como um daqueles sonhos em que um gajo está na floresta mas duas árvores são cães gigantes. Ou tens 10 euros na mão mas afinal são cobras que te falam de amor. O Samuel rouba um livro onde diz onde está uma mina – conveniente – onde se pode ir mineirar Vidro de Dragão, que mata os zombes e que – convenientemente – até nem é longe, basta apanhar a linha amarela e trocar no Marquês.

A Arya já vai toda feita, por aí fora, para ir matar mais gente, quando pára ao lado de um grupo de putos que vão acalmar o pessoal depois do massacre dos Freitas. E ela  já a ver a vida a andar para trás mas olha, vai-se a ver e são uns hippies que já estão fartos da guerra, meu, e a minha mulher acabou de ter um filho, pá, e eu sou o Ed Sheeran, quê???, come este esquilo e bebe este vinho que fiz com bagas, amiga. E ela tipo tá engarssade seus pusses, eu vou matar a rainha, boa? E eles lol boa.

O Hound é, como já se desconfiava, um fofinho cheio de emoções que vê cenas na lareira. O Dennis Pennis é um dos homens sem fronteiras #neverforget #googleit

A Dany chega a casa, com a squad toda artilhada, e eu já nem me lembrava que o Stanislau morou lá, todo azedo, era mesmo azedo. Ao lado vemos – convenientemente – algo muito parecido com o boneco que o Samuel viu no livro, da mina de Vidro de Dragão. E depois vão todos para dentro, aquilo ainda tem um fosso que sim senhor e uma vez lá dentro vai ver as vistas, e é tudo muito devagarinho e PIMBAS, passa com a mão por cima da mesa onde o Stanislau coisou a Marisandra e nós tipo ó menina vá passar um gel de álcool nisso que não há-de ser nada higiénico.

Notas mentais:
Onde é que a Dany arranjou aquelas farpelas de inverno?
O Jamie só tem uma mão mas é tão ou mais dinamarquês que tu, Euro!
Não comer uma torrada durante a cena da limpeza das arrastadeiras.

Karvela