terça-feira, agosto 31, 2010

Projecto Moda Episódio 6: Vamos todos requisitar um chinês!

Meus bidés, lamento a demora mas esta deveu-se ao facto de o programa desta semana ter sido tão chato que adormeci a meio e acordei hoje às 3 da tarde, envolta em baba e dona de um estupor que não sentia desde que levei uma anestesia geral.

Ao fim de 6 episódios entendi o esquema do programa:
- Um conjunto de imagens de tudo o que se vai passar no programa
- Desafio parvo
- Gente a queixar-se do desafio parvo
- Gente a dizer que se vai embora porque não consegue lidar com máquinas de costura, tecidos e outros utensílios que faz deles estilistas
- Decisões irracionais por parte do júri
- Um conjunto de imagens de tudo o que se vai passar no programa seguinte


Adiante, camaradas, adiante.

Desafio: transformar peças antigas da Modalfa em objectos de design contemporâneo. Tradução: mais uma vez levam com os restos da Modalfa e tecidos a sério viste-los...! O twist: têm que vestir um cão também.

O perv do Reis queria vestir crianças; mais tarde admite que ficou contente por serem animais e não crianças. E ficou verdadeiramente excitado, a confiar na imagem...

Talvez um bocadinho excitado em demasia...


O desafio não foi suficientemente explícito porque era suposto fazer um coordenado para a manequim e, cito,  "um coordenado, digamos, para o cão". E só o Reis é que fez uma roupinha para cão que era uma doçura, uma fofura um cutchi!

O André queixa-se (gente a queixar-se, neste programa? Onde? Mata!), que a vida dele é um kagma, é um kagma. 

A Carina rebentou a bolha da Vera quando lhe disse que não usasse bonés como ombros porque o Dino Alves já o havia feito antes. Ahhh, então o Dino Alves é o júri convidado? Só sabia isso desde a semana passada - obrigada senhores da RTP, por nos mostrarem tudo antecipadamente e não criar qualquer tipo de surpresa no espectador, que a população é envelhecida e ninguém quer sustos cardíacos. A propósito disto, a Carina emitiu a frase com mais negativas jamais proferida em televisão: "Não se deve repetir nunca nada que alguém tenha feito. Acho que é de uma extrema falta de educação para com a outra pessoa". Ou plágio. 

Outra boa frase partiu do Amorim: "Mau olhado não, a esta hora!". Vou passar a usar. Também a expressão "Não podemos requisitar um chinês?", do André tem o seu charme. It's funny because it's racist, I guess.

Claaaaaaaaaaro que o André não conseguiu coser a roupa, claro que teve que ter ajuda, claro que ficou... SAFO! Mas vamos já às farpelas que isto desde a saída da Rojina deixou de ter diálogos decentes. E o mentor até menta e tudo e isso enerva-me os nervos! Paulo Gomes, a tua eficiência magoa-me a alma. Porque é que ficaste bom, de repente? 

Amorim: está certo, não era bom. De todo. A roupa para o cão era uma coleira que dava com a fita da modelo. Mas também não era assim tão mau. Não entendo muito bem porque não usou camisas, que era um detalhe que não nos tinha sido transmitido até o júri lhe perguntar o que havia dentro do saco que lhe tocou... opção errada, talvez. Contudo, saída totalmente injusta, não porque estivesse bem feito mas porque a opção era esta, abaixo.

André: momento WTF da semana. O. Que. Era. Aquilo? O São Bernardo levava uma sela e a moça parecia uma figurante de um filme B, futurista, cujo estilista era cego e que depois do acidente bizarro com uma faca eléctrica só conseguia coser com a mão esquerda. E nem sequer foi ao escrutínio do júri. Ficou salvo. 

Carina: também não gostei. Ao início fiquei tão ofuscada com a fofura do chapéuzinho que nem me apercebi, como bem apontaram os juízes, que o casaco que ela usara para fazer a saia continuava a parecer um casaco, com direito aos braços e tudo. Depois de bem vistas as coisas, é daquelas farpelas produzidas neste programa que devia ser enfiada na vala e regada com gasóil.

Reis: lindo, adoro, este homem tem que ganhar senão parto esta merda toda. A roupa da cadela não estava muito visível nas fotos disponíveis no site, e as do animal também nem por isso (*parram tchá!*). A cadelita levava um corpete com atilhos nas costas, pelamordasanta! Era tão cutchi que doía. A roupa da mai velha estava o máximo, tendo em conta que o Reis tinha calças para trabalhar. Amei, quero duas, mas sem as rosetas nas ancas, que se eu usasse aquilo não passava nas portas.

Vera: ó Vera. Porquê? Não é mau mas também não é, de todo, bom. Ainda bem que ficaste salva. Vamos esquecer este momento, ficamos amigas como nas últimas semanas e para a próxima porta-te bem senão vamos ter que conversar. Vá, passa à frente.

Isto no fim depois foi BEM dramático. Durante 10 segundos. O André agradece à Carina pela ajuda e diz que desiste do programa. 

E agora já temos muitas lágrimas, que eles já são pouquinhos e já bate que o próximo posso ser eu e assim pia mais fino! O Amorim saiu com algum desportivismo, gosto do rapaz, tem piada. E a Carina desfez-se. A seguir ao anúncio da desistência do André mostra culpa pela saída do Amorim mas, talvez mais interessante, como ficou nos dois últimos, a verdade acabou por subir. Ela não estava a chorar por ele, mas sim por ela mesma...

Carina - Eu tou assim porque eu ajudei o Amorim a ir-se embora, é tão simples como isto!
Vera - Olha, desculpa, não és culpada...
Carina - ... mas ele não tinha nada que ter ido, percebes? Não tinha nada que ter ido!
Vera - Não foi por isso, não foi por teres feito meia dúzia de pontos...
Carina - E se tivesse sido eu a ir-me embora?
Vera - Isto é uma competição, temos que começar a pensar mais como competição...

À boa maneira de ejaculação precoce a que este programa já nos habituou, não demorou mais do que um "whaaaa...?" para o André regressar a dizer "ah e tal desisti da desistência" e aparecer no briefing da Nayma e nas imagens do programa seguinte. 

Ou seja, já sabemos que o próximo programa e sobre roupa mulheres grávidas. E que vão comprar tecidos, desta vez!!! Mais vale não ver, com tanto suspense, que não sei se os meus vasos aguentam tanta mocada!

E eu sei que não percebo bem NaymaMinguês, mas ela diz "Calipo" no fim? 

Dois dos nossos júris desejam-vos boa semana.



Karvela (P.S. Kudos ao kramer pela ideia do podengo!)

terça-feira, agosto 24, 2010

Questões que me inquietam

Quem é que cozinha a carne assada para as baguetes da Pans ou da Vitaminas? Gosto de pensar que há um exército de reformadas assalariadas a levantar-se todos os dias às 6 da manhã para pôr o lombo de porco no forno. 

Porque é que o agrupamento cultural cigano que se formou à saída da terrinha prefere os fins-de-semana para dar cabo aqui do parque das merendas? Gosto de pensar que durante os dias da semana são CEO's de grandes empresas nacionais.

Karvela (existencialista repentista)

segunda-feira, agosto 23, 2010

Projecto Moda Episódio 5: Estás fora de moda. Anda cá. Parabéns.

Desafio da semana: criar um coordenado (se bem que esta semana o Senhor Fuinha voltou ao áutfit) inspirado numa cidade ou num país ou numa zona do globo. E, para não variar, os nossos désainers queixaram-se até à náusea. "A fotografia não me inspirou" "Não gosto que me escolham os tecidos" "Eu faço os meus próprios estampados". Chapada com as costas da mão é o que vocês precisavam em vez de Vitamin Water. Siiiiim, que eu bem a vejo, subliminar e deliciosa...

Momentos:

O André cantou o Fgy Me To The Moon. Um grande bem-haja para a produção, que decidiu pôr um bocadinho do original, que eu já estava quase a ter um episódio psicótico. O moço até nem desafinou mas tem uma voz que parece um flugelhorn. Gostei quando ele olhou de fininho para cima, a ver se alguém estava deslumbrado com a sua corneta humana, mas nada, só levou um comentário bitchy do Amorim "Deixámoda báitembora". O André já não impressiona esta multidão.

Ouviram todos? Hm?

Aparentemente toda a gente decidiu irromper em musical, que o Amorim desata a cantar o Three Little Birds do Bob Marle (irmão da Manuela Marle) e o André atribui a leveza de espírito à saída da Rojina, Presidente do Mundo. Pois os teus colegas não podiam discordar mais, porque pelo menos o Reis e o Amorim dizem que preferiam que o André já estivesse longe.

Novo momento musical com o All By Myself. Baixou santa Céline no Amorim, mas a produção mais uma vez foi fofinha e deu-nos a versão original, do shor Eric Carmen. Não deixa de ser uma xaropada inconcebível mas pelo menos não nos presentearam com uma senhora cuja glote é mais maltratada que um PoW.

Diálogo da semana:
André - O que eu estimo a minha máquina...
João - Oh, porque raramente a usas!
André - Não sei, é porque simplesmente estimo. Cuido-a com carinho.
João - A nossa cansa-se de trabalhar.
André - Ai a minha não, a minha é muito mais zen.
João - Tá de férias.
André - Não está de férias, simplesmente só trabalha das 9 às 5.
João - *pulso partido* Das 9 da noite às 5 da manhã...!
André - Ai a séguio, pogue favogue eu não estou a acgueditague nisto. (porque é que o belfo que vive dentro do André sai quando ele se enerva?). Vamos parar?



O João faz questão de nos explicar - porque nós de facto não vemos tudo e esta confissão deu uma nova perspectiva à coisa - que o André ainda não fez um coordenado com fecho e tem prendido tudo com alfinetes. Como não costuro e estou mais preocupada em transcrever diálogo, ainda não tinha percebido que o moço não costura fechos e as roupas são cosidas já com a modelo lá dentro.

Agrafador sem agrafos

Pela boca morre o peixe; o pobre João disse uma boa verdade: o júri devia olhar para os acabamentos e não necessariamente só para o chamado "styling". E foi mesmo essa a queda do precipício. Mas já lá vamos...!

As farpelas, em ordem alfabética que não quero que alguém me dê uma unhada:

Amorim: ouch. A sério, ouch. Que coisa mais feia. Relembro os velhos tempos, quando a Maria fez farpelas para os putos Von Trapp com cortinados do quarto. Ou então isso foi numa película. Seja como for, levas uma jornalada no focinho só por causa disto que fizeste esta semana. 


André: coseu a roupa com a moça lá dentro; fez uma coisa totalmente previsível com uma saia merdosa e um styling que foi muito elogiado. Eu, leiga, só vi sacos de compras e um cabelo tão mal amanhado que parecia que a modelo tinha dormido uma sesta depois de o ter arranjado. Claramente só fica porque traz drama.

Carina: meh. Compreendo que haja aqui uma visão, mas não me excitou particularmente.


João: burra como sou, foi o que mais gostei. Mesmo que seja literal. Aquelas calças são de uma construção impecável. Quantos já não foram à vida no Project Runway por não terem umas calças decentes? Este faz umas slim espectaculares, põe-lhe uma reminiscência japonesa por cima e foi "literal". 

Reis: como a Carina, percebo que haja uma visão e uma bela construção, mas não me titilou.

Vera: segundo favorito. Gostei do que ela fez com os pós, mas nisso lá vou concordando com o júri: ela está ainda muito contida, precisa de soltar aquela franga.

Na semana passada o júri mereceu a minha clemência. Esta semana a convidada foi a Catarina Furtado. Podias ter falado menos, moça. E também podia ter havido menos circle jerk entre ti e a Nayma quando foste apresentada. Meh, foste a menos má, apesar de interrompida sem misericórdia pelos outros membros do júri. A senhora que trabalha na Modalfa também não falou grande coisa, por isso é deixá-la viver. Agora o Briard e a cotta passaram-se da moleirinha. Especialmente a cotta.
The designer formerly known as Manuel Alves (don't sue me!)

Sleepy McSleeperson

Então o André defendeu bem a peça mesmo que lhe tenham perguntado directamente se tinha cosido a roupa com uma manequim lá dentro? Mesmo que o Briard lhe tenha chamado nódoa? Só porque ele fez a cotta sorrir? Será que sentiu calores a sul do equador, coisa que já não experimentava desde que a chica lhe desapareceu de vez? Foi por isso que um tipo com umas calças muito bem feitas (com fecho, vá!) foi com os porcos só porque foi literal? A cotta disse que ela era uma geisha pobre e o senhor das barbas usou a palavra tácito da maneira mais errada possível. Mas disse também a coisa mais certa: "Este Projecto Moda implica que um indivíduo um dia vá fazer a sua colecção"... foi aqui que a cotta discordou, dizendo que não necessariamente, pode mandar fazer. Boa. Espectacular.

E ficou a frase mais esquizofrénica da Nayma:
"Estás fora de moda. Anda cá. Parabéns." 

Depois desta saída totalmente injusta, ficamos com cinco designers, quatro dos quais bastante talentosos. Bem, três: a Carina, o Reis e a Vera. O Amorim ainda não entendi muito bem... preciso de mais uma semana para o compreender. Se ele não passar o tempo a queixar-se. Que vai.

Karvela

P.S. Eles podiam era ser um bocadinho mais visionários (basta imitar os americanos) e não ejacular precocemente em cima do público (ew). Neste episódio ficámos logo a saber que era a Catarina Furtado a convidada; e para a semana já sabemos que vai ser roupa para cães e para a respectiva dona. Mestres do suspense, estes!

André is not pleased.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Projecto Moda Episódio 4: E tu, jovem, já pujestasmangas na bluja?

Behold, it's the future! 
A Modalfa faz 15 anos e o desafio foi criar a farda do futuro, sem uma data definida. Como o André ou o Amorim não começaram logo a fazer renhénhé que deveriam era ter dado uma data porque sem data um estilista fica sem criatividade é que me admirou. Foi mais ou menos unânime que fardas não é bem a coisa mais criativa do mundo, mas, nas palavras do Senhor Fuinha, "Mãos à obra!". É o "Make it work" dos pobrezinhos no cu da Europa. 

Momentos a reter

O desabafo do Amorim, como esperado, foi coisa para durar um minuto. "QUE ELITISMO ÉIESTE?". Achei mais piada quando fez um corte de papel do que do desabafo virado para os júris. Pussaaaay!

A Vera, de repente, tornou-se adorável aos meus olhos. Quero ser tua amiga no Facebook. *Call me!* Sou uma vendida... qualquer burra de saias que me sorria e pronto, agora dei nisto.  

Alguém enfiou uma cadeira no maravilhoso stencil MOMOMOMOMOMOMO do André e ele diz, com a sua dicção perfeita de bicha belfa: "Eu sou um éle a eliminar". És um bocado L, és...


A Rosina tentou fazer uma imitação perfeita do André mas depois de se ter rido à Muttley levanta-se e faz uma imitação perfeita do José Castelo Branco na altura da Quinta das Celebridades. A Rosina, em termos de referências de cultura popular está em 2004, em termos de sotaque está na guerra de 14 e em termos de roupa está numa masmorra sadomaso que se abastece de farpelas no Relógio (mais provas disto à frente). 

Um grande - todos juntos! - ALELUIA, que vimos o mentor a mentar como deve ser. A dar opiniões. Até a safar um ou outro concorrente. Até a adivinhar mais ou menos quem seria o eliminado. Kudos, Senhor Fuinha. 

Agora vá comer uma sopa e ala para a cama que isso não é cara que se apresente. 

A saída da Rosina só dá peninha porque vamos perder estes diálogos de manicómio:

Rojina - Eu hoje tou a ber chuba na passerele.
André - Tás?
Rojina - Tou...!
(...)
Rojina - Olha, já pujestasmangas na bluja?
André -Desculpa, maaas, sabes o que vou fazer?
Rojina - Não, só tou a perguntar se já pujestasmangas na bluja, eu ainda não pus no cajaco...
André -E quem te disse que a minha blusa tem mangas?
Rojina - Ah então desculpa então fui eu que percebi mal...
André -Acho que estás muito a leste do meu trabalho.
Rojina - Tou, tou tou muito a leste, desculpa.
(...)
Rojina - Eu achoq'hoje cainda vai chuber, inda inda. Preparem-se com roupa pápasserelle, galochas e capas de plástico.

Seguido de um momento de chuva não chuva para o teu lado chove todos os dias, não para o teu é que chove, não para o meu chove só de vez em quando. Decidam-se. Mas foi precioso. Sublime. Uma metáfora da vida moderna. A crítica à sociedade industrializada. O conceito de aldeia global. A modernidade de Giddens explicada em apenas uns minutos. Ou daddy issues.

Entra a Nayma. E eu agora compreendo tudo o que ela diz. Deve ser como começar a perceber o primo que anda na terapia da fala. 

Esta semana faço greve ao júri. Como escolheram bem quem fica e quem sai, vá, dou-lhes folga. Mas o Manuel Alves continua a parecer o Splinter das Tartarugas Ninja, a da Modalfa desta vez não ia vestida como uma personagem da Rua Sésamo e a velha já viu melhores dias. Pedro Mourão foi o convidado, que a Nayma teve que explicar que era conceituadíssimo. Eu assim até acredito, porque antes disso não sabia quem ele era. Agora fiquei a saber que é um bocado careca por cima e usa sapatos sem meias. Ou se calhar tem aquelas mini-meias da Decathlon. Dão muito jeito. 



As farpelas, por ordem alfabética, para não ofender ninguém, que eu não sou dessas intrigas:

Amorim
Meh


André
Um saco de plástico transparente com MOMOMOMOMOMO. Detestei.

Carina
Elas são da Modalfa ou são mórmon? Tapa mais um bocadinho de pele à  moça!

João
Não consigo decidir se estas calças lhe fazem a cintura alta ou a rata descaída. A moça é modelo e parece que tem 15cm. de perna! Lhark!

Reis
Adorei, amei, o Reis é Nosso Senhor e vergo-me ao casaco que pode ser usado de 5632387 maneiras. Quero dois.

Rosina
Não era inovador, mas não vejo onde era pior que o do João... seja como for, foi bem enviada de volta para a terra.

Vera
A Vera fez uma farpela que mistura uma reminiscência de Audrey Hepburn com um colete marado mas lindo e cor-de-rosa choque, o que só me faz gostar mais dela. BFF's?

E pronto, agora que não há Rojina para se meter com o André estou a torcer por um duelo André-Amorim, com muito pulso mole e muitos puxões de cabelo e muito chamar melhééééér eslarga-me pooooooorca! Vá, entretenham-me, que a minha vida é muito chata. 

A madame da Masmorra Faça O Obséquio De Mos Apertar, ao Conde Redondo, deseja-vos boa semana!

Karvela

quinta-feira, agosto 12, 2010

Ouvido no café esta manhã

Senhora - a minha avó era governanta do Salazar.
Donos do café em uníssono - ai, queres ver que ainda tens sangue azul?

António I, o Ruim. Pelo menos é assim que eu me lembro da História.

Karvela (por cada velhota meio xoné há uma avó que foi governanta do Salazar)
Enviada do dispositivo sem fios BlackBerry®

quarta-feira, agosto 11, 2010

OMG! O meu primeiro hate mail do Projecto Moda

Hoje sinto-me um bocadinho melhor que ontem. Porque até ontem era o pessoal a dizer que e tal és tão gira e não sei o quê quando escreves sobre o Projecto Moda. Mas hoje chegou o clássico anónimo. Diz o anónimo que, com o cérebro selectivo dos anónimos, só leu que eu não gostei de algumas roupas mas esqueceu-se de ler a parte em que eu digo que até gostei de uma ou outra:

Quem está por fora do PM, e quem não sabe como decorreu as gravações do PM é tão futil como tu. és lerda, pq deixas-te comer pelos 50 minutos de programa, mas não sabes o que está por tras. Se calhar não sabes que eles tinham 24 horas pra fazer um vestido, coordenado, ou aquilo que a tua cabeça entende, e que o TEMPO não era coisa que faltava!! Agora eu pergunto, já que falas mt... Fazias alguma coisa em 24 horas com camaras a filmar e sobre pressão? Se calhar fazias... Fazias M.E.R.D.A!

a) futil = fútil
b) tras = trás
c) Todas as pessoas que não sabem o que são os bastidores de um programa de televisão são fúteis? E eles NÃO tiveram 50 minutos para fazer o vestido?!?!? FARSA! EMBUSTE! E o que é que se passa com esta gente e com o sobre pressão? SOB, PRESSÃO, CAR#%&O!
d) Se eles tinham 24 horas, se o tempo não era coisa que faltava então porque é que eles, de facto, fizeram M.E.R.D.A? 
e) Porquê o acrónimo? "Mãe, Esta Rapariga Dá-lhe no Álcool!" ou "Meu, Estou Realmente Dorido do Ânus". É, acho que é dor no ânus. 

Não tenho mais respostas super inteligentes, até porque ontem reparei que a loja da Luciana Abreu já está em funcionamento aqui bem perto da minha casa e isso anda a retirar-me pontos de QI por proximidade física, por isso respondo com uma imagem que a minha amiga M. enviou por mail e que é o contraponto ideal ao peido mental deste anónimo.


A irrelevante da Modalfa também só teve 24 horas para encontrar aquela farpela ou essa parte da produção é feita por amblíopes com um fetiche pela Rua Sésamo?

Karvela (pancada seca na nuca, páááááá!) 

segunda-feira, agosto 09, 2010

Projecto Moda Episódio 3: As bitches ficam sempre até ao fim!



Antes de começar este recap devo dizer que gosto muito que em Portugal tenham escolhido a palavra "coordenado" em vez de outfit. É como os blogs que encontraram outra palavra que não recap para expressar recapitulação. Então recapitulemos coordenadamente.

Ah que desafio tão giro, vamos para a praia, tá spé calor e isso! Vamos fazer uma saída de praia. Ora, a primeira vez que eu ouvi a expressão saída de praia foi de uma senhora da Secretaria do meu local de trabalho na função pública, que é retornada. 
Ela trazia um diáfano manto de um tecido translúcido e eu disse "Ai, que blusa tão gira que tem!" "Não é uma blusa, filha, é uma saída de praia... não parece mesmo uma blusa?". Parecia, e por isso é que eu disse blusa. Lá cheguei à conclusão que uma saída de praia é aquele vestido ranhoso dos ciganos que eu ponho por cima do bikini quando vou à praia. Da última vez que fui ver vestidos pirosos à feira havia lá este que o Amorim engendrou, mas achei que, para me confundirem com uma puta barata já me basta o cabelo amarelo e um certo cheiro que às vezes as senhoras do género feminino emanam quando faz muito calor.  



Vamos finalmente a uma loja de tecidos? Não, vamos pendurá-los do tecto! A Ana queria, cito “aquele que ela já tirooooooooooou!”. Blame genetics, darling. Acho-te gira gira gira mas se fosses um gnu eras aquele manquito do fim da manada que os leões apanhavam primeiro. E foste de facto o boi-cavalo deste programa. Darwinismo no seu melhor, digo eu; mas talvez o programa não seja assim tão profundo.


O André, foférrimo, deu tecidos à Ana, tipo candonga, nas suas palavras. Não gosto nada do puto mas foi porreirinho. “Tou-te a dar, querida!” (ah, se eu tivesse dois marréis por cada vez que já ouvi isto!). Depois foi o stress, ai que temos tão pouco tempo, ai que o Reis tirou os tecidos todos. O Reis é que foi esperto. No meu cenário da selva ele seria o gnu-mor. O André rodou a baiana com a história de uns terem tirado muitos tecidos e outros pouco. No meu cenário da selva ele seria uma hiena cruzada com rato… assim um bocado histérica e ao mesmo tempo sempre aos saltinhos e meio enervada.  


A Vara ajudou o André e devo concordar com Rojina, Presidente do Mundo, que o puto é inexperiente. A Vara safou o André porque mostrou-lhe como se faz um par de calções. Contudo, o dgapeado, ou dgáping, está sempre presente nas suas colecções. O André é um maná de coisas estganhas.

Um twist neste episódio: antes dos arranjos finais têm uma sessão fotográfica com um senhor gordinho. O senhor gordinho fez umas fotos lindas, verdade seja dita. Todos os coordenados (loves the word!) ficaram favorecidos, mesmo sem bainhas, com alfinetes e afins. Não tenho as fotos do Carlos Ramos, a RTP falhou-me esta semana. Também me falhou com as fotos de todos os concorrentes mas deu-me as minhas indignações da semana. Eles, no fundo, sabem o que fazem! Tirando a música, que parece cada vez menos de desfile e cada vez mais de carrinhos de choque…

Como não há imagem boa da roupa que a Rojina fez, fica o rabo da modelo dela:


O júri esta semana, na minha metáfora da selva, foram aqueles escaravelhos do estrume. Tirando a vencedora, que era a minha favorita desde o início neste desafio, a Vara. Bolas, odeio ter que mudar de opinião, mas estou a gostar da Vara. Ahgh. 
Adorei, amei, quero em todas as cores!


O triquini do Reis:

Críticas: as cores não estão mal mas a proporção está errada; o contorno é muito primário; o conjunto não funciona não é prático. Muito gosta o Manel Alves da palavra primário

Pobre João:

"Quando falas na Riviera Francesa nada é demasiadamente chique ponto final".
Aqui apeteceu-me rodar a minha própria baiana. Eu adorei a roupinha do moço e ainda gostei mais do casaco. E o vestido tinha montes de detalhes. A senhora de plástico que está no júri anda com calores, anda. Pancada seca na nuca, pááááá! Passa-lhe logo o tratamento de substituição hormonal!

Recuso-me a mostrar de novo a aberração que o Amorim engendrou, mas o rapaz bem tentou, coitado, com a história da Anna Del Rosso, ou, como a senhora se chama mesmo, Anna Dello Russo, editora da Vogue italiana. Só para terem uma ideia, este é o bicho feio de quem o Amorim fala.

Errr... menos.

Mesmo assim, esta senhora é diferente da coisa que ele imaginou na cabeça dele como sendo sofisticado. Os júris, com razão, abriram uma nova cavidade anal ao Amorim, mas depois tentaram melhorar, tirando o chapéu e a parte preta. Ficou MUITO melhor. Mas tipo.


A Aninha, coitadinha, de facto tinha uma coisa muito má. 

Mas o comentário do iate foi o golpe de misericórdia para o Manel Alves. “É desculpável, percebeeees, que vocês não sabem muito bem o que é andar de barco, percebeeees?”. 

Ó Manel, tu também não vês a tesoura de um barbeiro há 25 anos, percebes, e tens os dentes um bocado amarelos… percebeeeees… mas é desculpável, que aprender a falar dessa forma arrastada e mexer as mãos como se estivesses a movimentar a mó lá dentro é coisa para deixar a pessoa com pouco tempo para outras actividades, nomeadamente aquelas que deixam um gajo com aspecto de quem não vive na rua… percebeeeees……………? Agora volta lá para a tua caixa de cartão e vai empenhar os cachuchos para comprar Teobar e não chateies os senhores da televisão!

E depois foram mais 10 minutos de deliberação porque a Nayma tem que pensar TANTO antes de formular uma frase que há que ter alguma paciência. A roupa da Ana, apesar de ter ido com os porcos, teve o dom de fazer o júri falar todo ao mesmo tempo, o que, com as pérolas que eles atiram, acabou por nos brindar com o doce som da cacofonia.

Boa viagem, Ana. Teremos saudades das tuas adoráveis covinhas.



Nas palavras sábias de Manel Alves, há aqui muita parra para pouca uva e tenho a certeza que a explosão do Amorim prometida para a próxima semana, relativa ao comentário sobre a malta não saber andar de barco, vai ser uma desilusão. Pessoalmente sou uma ás no catamarã da Transtejo, por isso não entendo a indignação.

Fica a imagem mais linda da noite, aquela a que eu chamo "Deslaaaaaaaaaaaaaaaarga-me!"

A modelo da Ana deixa as suas mais efusivas saudações, até ao próximo recap. Percebeeeeeeeeees?
Karvela

What, no recap?

Siiim, recap. Mai logo.

Karvela

sábado, agosto 07, 2010

Os 30. Um balanço.

Depois de anos e anos a lançar desafios à vida, encontro-me no fim do ciclo dos 30. Sou hoje uma mulher arrasada e abatida, uma sombra do que fui. 

Mentirinha. Sou uma pessoa ligeiramente mais ciente de que a merda, de facto, acontece. Contudo, só me consigo lembrar de três ou quatro eventos que possam fazer da minha passagem pelos 31 anos uma coisa pior do que foi a passagem pelos 30. Mas também me consigo lembrar de dezenas de eventos que fizeram dos 30 uma idade absolutamente memorável. O avanço incrível na carreira, que só tende a ser exponencial; o quebrar de laços um bocadinho menos saudáveis sem sinal de culpa; e uma renovada apreciação pelo que é realmente importante. É o que a idade nos faz. Sofremos perdas (especialmente ao nível do filtro mental que, esse sim, desaparece completamente) mas, se tudo se resolver dentro das nossas cabeças, ganhamos respeito pela pessoa em que nos tornámos.

Com cortes que me fizeram bem e perdas que me fizeram mal, recuos e avanços, é uma Karvela que se respeita que entra nos 31. 

P.S. A idade também faz com que cada vez mais acredite piamente que pelo menos 50% das pessoas com quem lido são palermas que merecem comer fezes ao almoço e sofrer de sodomia aguda a partir das três da tarde. Quando fizer 60 anos este número subirá certamente para a casa dos 90%.

Karvela 

terça-feira, agosto 03, 2010

Não os encontrei mas comprei o livro...!

The World According to Clarkson é a compilação das crónicas que escreveu no Sunday Times entre 2001 e 2003. E, como o humor daquele homem é um portento, tem uma actualidade impressionante. Quis começar do princípio, por isso segurei-me à carteira e só comprei um, no aeroporto de Aberdeen, a metade do preço.  

Na Wikipedia podemos encontrar alguns exemplos de temáticas abordadas:

  • Men are a Lost Cause, and We're Proud of It.
  • Forget the Euro, Just Give Us a Single Socket. (como isto me afectou na viagem ao UK. COMO, senhores!) 
  • A Weekend in Paris, the City of Daylight Robbery. (como isto afectou o meu chefe, que levou com gás pimenta na cara...)
  • They Speak the Language of Death in Basque Country. (espero que este esteja no primeiro volume, que promete!)
  • Why Have an Argument? Let's Say It with Fists.
  • A Murderous Fox Has Made Me Shoot David Beckham.
  • Save the Turtles: Put Adverts on Their Shells.
  • If Only My Garden Grew As Well As the Hair in My Ears.

Karvela (Faço anos dia 7. Só tenho o volume 1. Just sayin'.)