domingo, março 11, 2012

Save me from myself


Eu sou daquelas que até tinha justificação para dizer que é vitima de violência doméstica.

Senão vejamos os inegáveis factos:

Eu sou uma gralha insuportável com a mania que é esperta porque é praticamente doutora e tem a mania que sabe.

Ele é benfiquista e este ano a vida não lhe está a correr bem e, para agravar, é funcionário público. Ou seja, como é sabido, passa boa parte do dia a folhear o Correio da Manhã e a coleccionar ideias.

Mas venho confessar que não, não sou uma vítima. Ou melhor, sou, mas uma auto-vítima. Ontem, durante um jantar de amigos, toco no braço e noto que tenho dói-dói. Não liguei muito mas fiquei a pensar o que seria. Hoje estou a tomar duche e eis-ze-li-a, uma espectacular nódoa negra em tudo derivada do facto de na passada quinta-feira ter sentido  estranha necessidade de passar de uma para outra divisão da casa e, em vez de, vá, atravessar a ombreira, enfiei directamente na ombreira.  Ora, eu sou garota baixota mas não sou garota piquena. Não tenho ilusões quanto à minha largura. Contudo, ele há dias em que o ouvido interno vai passar férias e é com cada sarrafada que até dou meio passito para trás.

Venho, portanto, declarar que não obstante o senhor que vive cá em casa ser um diletante pulha de merda privilegiado de um cabrão não faz mais do que coçar o tomatal e a seguir cheirar a mão funcionário do Estado, toda e qualquer nódoa negra que possa apresentar é fruto da minha mais absoluta responsabilidade.

Ainda estou para compreender se se trata de um traço de génio distraído ou se é melhor ir pedir análises.

Karvela 

2 comentários:

Black Sheep disse...

Pede análises e toma os comprimidos mulher!!!

Maria Santos disse...

cruzes, mulher... mete férias!!!