segunda-feira, agosto 09, 2010

Projecto Moda Episódio 3: As bitches ficam sempre até ao fim!



Antes de começar este recap devo dizer que gosto muito que em Portugal tenham escolhido a palavra "coordenado" em vez de outfit. É como os blogs que encontraram outra palavra que não recap para expressar recapitulação. Então recapitulemos coordenadamente.

Ah que desafio tão giro, vamos para a praia, tá spé calor e isso! Vamos fazer uma saída de praia. Ora, a primeira vez que eu ouvi a expressão saída de praia foi de uma senhora da Secretaria do meu local de trabalho na função pública, que é retornada. 
Ela trazia um diáfano manto de um tecido translúcido e eu disse "Ai, que blusa tão gira que tem!" "Não é uma blusa, filha, é uma saída de praia... não parece mesmo uma blusa?". Parecia, e por isso é que eu disse blusa. Lá cheguei à conclusão que uma saída de praia é aquele vestido ranhoso dos ciganos que eu ponho por cima do bikini quando vou à praia. Da última vez que fui ver vestidos pirosos à feira havia lá este que o Amorim engendrou, mas achei que, para me confundirem com uma puta barata já me basta o cabelo amarelo e um certo cheiro que às vezes as senhoras do género feminino emanam quando faz muito calor.  



Vamos finalmente a uma loja de tecidos? Não, vamos pendurá-los do tecto! A Ana queria, cito “aquele que ela já tirooooooooooou!”. Blame genetics, darling. Acho-te gira gira gira mas se fosses um gnu eras aquele manquito do fim da manada que os leões apanhavam primeiro. E foste de facto o boi-cavalo deste programa. Darwinismo no seu melhor, digo eu; mas talvez o programa não seja assim tão profundo.


O André, foférrimo, deu tecidos à Ana, tipo candonga, nas suas palavras. Não gosto nada do puto mas foi porreirinho. “Tou-te a dar, querida!” (ah, se eu tivesse dois marréis por cada vez que já ouvi isto!). Depois foi o stress, ai que temos tão pouco tempo, ai que o Reis tirou os tecidos todos. O Reis é que foi esperto. No meu cenário da selva ele seria o gnu-mor. O André rodou a baiana com a história de uns terem tirado muitos tecidos e outros pouco. No meu cenário da selva ele seria uma hiena cruzada com rato… assim um bocado histérica e ao mesmo tempo sempre aos saltinhos e meio enervada.  


A Vara ajudou o André e devo concordar com Rojina, Presidente do Mundo, que o puto é inexperiente. A Vara safou o André porque mostrou-lhe como se faz um par de calções. Contudo, o dgapeado, ou dgáping, está sempre presente nas suas colecções. O André é um maná de coisas estganhas.

Um twist neste episódio: antes dos arranjos finais têm uma sessão fotográfica com um senhor gordinho. O senhor gordinho fez umas fotos lindas, verdade seja dita. Todos os coordenados (loves the word!) ficaram favorecidos, mesmo sem bainhas, com alfinetes e afins. Não tenho as fotos do Carlos Ramos, a RTP falhou-me esta semana. Também me falhou com as fotos de todos os concorrentes mas deu-me as minhas indignações da semana. Eles, no fundo, sabem o que fazem! Tirando a música, que parece cada vez menos de desfile e cada vez mais de carrinhos de choque…

Como não há imagem boa da roupa que a Rojina fez, fica o rabo da modelo dela:


O júri esta semana, na minha metáfora da selva, foram aqueles escaravelhos do estrume. Tirando a vencedora, que era a minha favorita desde o início neste desafio, a Vara. Bolas, odeio ter que mudar de opinião, mas estou a gostar da Vara. Ahgh. 
Adorei, amei, quero em todas as cores!


O triquini do Reis:

Críticas: as cores não estão mal mas a proporção está errada; o contorno é muito primário; o conjunto não funciona não é prático. Muito gosta o Manel Alves da palavra primário

Pobre João:

"Quando falas na Riviera Francesa nada é demasiadamente chique ponto final".
Aqui apeteceu-me rodar a minha própria baiana. Eu adorei a roupinha do moço e ainda gostei mais do casaco. E o vestido tinha montes de detalhes. A senhora de plástico que está no júri anda com calores, anda. Pancada seca na nuca, pááááá! Passa-lhe logo o tratamento de substituição hormonal!

Recuso-me a mostrar de novo a aberração que o Amorim engendrou, mas o rapaz bem tentou, coitado, com a história da Anna Del Rosso, ou, como a senhora se chama mesmo, Anna Dello Russo, editora da Vogue italiana. Só para terem uma ideia, este é o bicho feio de quem o Amorim fala.

Errr... menos.

Mesmo assim, esta senhora é diferente da coisa que ele imaginou na cabeça dele como sendo sofisticado. Os júris, com razão, abriram uma nova cavidade anal ao Amorim, mas depois tentaram melhorar, tirando o chapéu e a parte preta. Ficou MUITO melhor. Mas tipo.


A Aninha, coitadinha, de facto tinha uma coisa muito má. 

Mas o comentário do iate foi o golpe de misericórdia para o Manel Alves. “É desculpável, percebeeees, que vocês não sabem muito bem o que é andar de barco, percebeeees?”. 

Ó Manel, tu também não vês a tesoura de um barbeiro há 25 anos, percebes, e tens os dentes um bocado amarelos… percebeeeees… mas é desculpável, que aprender a falar dessa forma arrastada e mexer as mãos como se estivesses a movimentar a mó lá dentro é coisa para deixar a pessoa com pouco tempo para outras actividades, nomeadamente aquelas que deixam um gajo com aspecto de quem não vive na rua… percebeeeees……………? Agora volta lá para a tua caixa de cartão e vai empenhar os cachuchos para comprar Teobar e não chateies os senhores da televisão!

E depois foram mais 10 minutos de deliberação porque a Nayma tem que pensar TANTO antes de formular uma frase que há que ter alguma paciência. A roupa da Ana, apesar de ter ido com os porcos, teve o dom de fazer o júri falar todo ao mesmo tempo, o que, com as pérolas que eles atiram, acabou por nos brindar com o doce som da cacofonia.

Boa viagem, Ana. Teremos saudades das tuas adoráveis covinhas.



Nas palavras sábias de Manel Alves, há aqui muita parra para pouca uva e tenho a certeza que a explosão do Amorim prometida para a próxima semana, relativa ao comentário sobre a malta não saber andar de barco, vai ser uma desilusão. Pessoalmente sou uma ás no catamarã da Transtejo, por isso não entendo a indignação.

Fica a imagem mais linda da noite, aquela a que eu chamo "Deslaaaaaaaaaaaaaaaarga-me!"

A modelo da Ana deixa as suas mais efusivas saudações, até ao próximo recap. Percebeeeeeeeeees?
Karvela

5 comentários:

headache disse...

Se isto fosse o facebook eu estaria a pedir para instalarem um botão de "worship". Karvela é grande!

flower_power disse...

Estes recaps fazem-me o dia!
[Ao ponto de comentar, eu que sou já há anos uma lurker :O]

Pecadora disse...

O Manuel Alves pode ser um "esperto" em matéria de moda, mas, na minha modesta opinião de pessoa menos "esperta", não dá uma prá caixa (prá de cartão, onde diz que vive)!
Eu gostei do triquini do Reis...

Anónimo disse...

k grande palhaço, percebes realmente muito muito de moda e tv! pois claru notase pelos cumentarios, mas amiguinhu criticar e facil, muito... mas nem pa bom kriticu d moda serves! nao deves passar e d mais um frustado nesta area cumu alguns k me fizest lembrar em quanto lia a estupides k eswcreveste, e k guzast com u trabalhu de outrus, muito bom ou mau e trabalhu, vai guzar cu ca****?!!!

mãe pimpolha disse...

Lindo, eu até vejo o programa, porque preciso de algum humor no meu dia, mas estes "recaps" são fabulosos.