segunda-feira, agosto 13, 2007

Clumsy whore!

Hoje de manhã aconteceu-me algo que não deveria ser já uma surpresa: fui de encontro a uma parede. Só isto, fui de encontro a uma parede. Isto acontece-me tantas vezes que já acho que eu tenho mesmo é alma de pessoa alta, desengonçada. O problema de ir de encontro a paredes, portas, maçanetas, armários, mobília variada, é ser concomitantemente de uma extrema brancura cutânea, o que leva a que fique marcada como um pêssego que caiu ao chão.

Situação hipotética:
Karvela entra num estabelecimento porque está à procura de uma rua.

Karvela – Bom dia. Desculpe incomodar, mas preciso mesmo de encontrar um consultório e não estou a conseguir.
Senhora da APAV – Bom dia… bem… como você tem isso!
Karvela – Pois, sabe, eu vou muito de encontro às coisas!
Senhora da APAV – Compreendo, minha amiga. “Armários”, “portas”… não é?
Karvela – Por acaso é… mas porque é que faz aspas no ar quando diz armários e portas?
Senhora da APAV – Vai dizer-me que entrou na APAV sem querer…?
Karvela – Ah, isto é a APAV? Além de desastrada sou distraída, veja lá bem!
Senhora da APAV – “Desastrada”, “distraída”… não diga isso, minha amiga! Quem lhe faz isso não a valoriza.
Karvela – As portas?
Senhora da APAV – Pobre… está em negação.

Depois levavam-me para uns aposentos onde fariam a avaliação completa da minha psique, apenas para ser expulsa logo de seguida depois de revelado o meu interesse pouco saudável por jovens colegiais japonesas. Carregadinhas de nódoas negras.

Karvela

2 comentários:

Jorge disse...

Tu és uma personagem... Bou-te contar!

Arnaldoooooo disse...

Diz a verdade Lagostim...Tudo isto se deve a uma placa de ferro com iman que tens na testa, depois do acidente que tiveste à 5 anos, naquele concerto do Vitorino na Festa do Avante...