quarta-feira, maio 24, 2006

Mulholland Caselas

Na minha viagem de autocarro para o trabalho, esta manhã, senti-me num filme do David Lynch. A pessoa à minha frente tinha no colo o envelope que continha uma mamografia e uma ecografia mamária (too much information!); chamava-se Sueli Aparecida (nome muito comum em Portugal, nomeadamente na Beira Baixa, onde se ouvem permanentemente frases como “O Chico da Sueli é que está no hospital!” ou “Ti Sueli Aparecida!!! Venha para dentro que já começou a novela!”); ao seu lado estava um rapaz, igualmente brasileiro, com um boné do Benfica; subitamente, uma aranha pequenina aparece no seu ombro e começa a descer pelo braço.

Só faltou mesmo aparecer um cowboy acompanhado por um anão que fala uma língua estranha, o chão do autocarro ser aos quadrados pretos e brancos e, de repente, ser tudo um estranho sonho desbloqueado por uma chave azul. Enquanto o autocarro é ultrapassado por um senhor montado num cortador de relva.

Karvela (doida doida doida anda esta galinha…)

4 comentários:

Fartpudding disse...

E já agora, a Cidade FM passava:

No hay banda! There is no band! Il n’est pas de orquestra! This is all... a tape recording. No hay banda and yet! we hear, a band. If we want to hear a clarinette... listen... Un trombone “ŕ coulisse”. Un trombón “con sordina”. Sient le son du trombon in sourdine. Hear le son... and mute it... drop it... It’s all recorded. No hay banda! It’s all a tape. Il n’est pas de orquestra! It is... an illusion."

Arnaldoooooo disse...

Karvela, a questão coloca-se...isso passou-se mesmo, ou tudo não passa do fruto da tua imaginação?"

kramer disse...

Creio que se trata de um dos efeitos do LSD......

Anónimo disse...

Fantasias lesbianas!