quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O crime de amanhã

O Fabricius, mesmo emigrado, continua a sonhar com Portugal e, por isso, decidiu escrever a notícia de um crime violento em Vale da Burra (a alcunha da santa terrinha) no Correio da Manhã. Os nomes serão alterados para proteger… ninguém.
Karvela

HOMICIDA SUICIDA-SE EM SEGUIDA
Foi na pacata vila de Vale da Burra que tudo se passou. Amanhecia e já ninguém falava noutra coisa a não ser do macabro assassinato da jovem licenciada.
Regina Dourado (queremos ocultar o nome real da jovem), estava terminando o seu mestrado e segundo os vizinhos era uma "bela moçoila" sempre alegre e divertida. Comenta "Ti Rosa" assim conhecida entre os habitantes de Vale da Burra) ao CM. Desconhece-se a razão pela qual um jovem de 24 anos deste povo terá assassinado de forma brutal esta jovem. O crime ocorreu na passada madrugada de 22 de Fevereiro, quando a jovem se dirigia a casa. Diz quem viu, o indivíduo parou o carro ao lado da jovem e começaram a falar como habitualmente faziam àquela hora, comenta-nos uma das vizinhas que opta por não dizer o seu nome.
Acabou então por entrar no carro, que desapareceu em seguida. Veículo encontrado horas mais tarde vazio no antigo cais do Seixalinho.
Na água boiava o corpo da jovem (já sem roupa e com marcas de agressão). O corpo do homicida foi encontrado horas mais tarde. Estava então preso numa das hélices de um catamarã que faz todos os dias travessia para Lisboa. O jovem ter-se-á jogado ao rio depois de cometer o brutal assassinato que deixou sem fala todo um povo.
Estrompa, diz-nos: Eu já sabia. Estava-se mesmo a ver que isto ia acabar assim. Ao meu estabelecimento já tinha chegado a noticia q estes jovens estavam mantendo um romance secreto, uma vez que ambos tinham respectivos companheiros.
Inconformada a ex-namorada do homicida não quis prestar declarações, ao contrário da sua mãe que não se continha entre gritos e choros: - Era uma vaca, era uma vaca....
O CR conseguiu ainda apurar que o jovem homicida era bastante querido entre a população. Segundo Lojista Vigarista: Era bom mocinho, era casa p o trabalho e do trabalho p casa. O único "intertém" que tinha era mesmo a banda. Nunca pensei que fosse capaz de uma coisa dessas. Ai valha-me nossa Senhora!
Os corpos dos jovens seguem agora para o Instituto de Medicina Legal em Lisboa para posterior autópsia e averiguação deste assassinato macabro.
O presidente da Junta aproveita desde já para dar os pêsames à família e decretar 1 semana de luto nesta povoação. CM

4 comentários:

Gui disse...

Porque é que não foi ela k o atirou a ele e depois num acto deseperado de puro arrependimento se atirou para as hélices do catamarã??? could've happen'...

Gui disse...

OPs, li mal....take 2:
Ele é mesmo esperto....aproveitar se do facto dela nao saber nadar e dp de a ver bracejar até à morte.... pumba hélices de catamã com o menino "nobody will ever catch me...muahahahah"

BlueAngel disse...

Muito bom!!! eheheheheheheheheheh

That Old Anonymous disse...

Parece-me uma história mal contada, tipo do jornal "O crime", desta vez escrito por um emigrante brasileiro ("O jovem ter-se-á jogado ao rio" em vez de "O jovem ter-se-á lançado ao rio").

Dos factos expostos não há nada que permita concluir a tese do homicídio. Após uma violenta discussão passional, podem ambos ter decidido pôr termo à vida: logo a seguir à agressão ele lançou-se às águas, suicidando-se; e ela, ao ver-se só e despida, no interior do automóvel dele, e perante o gesto impensado do seu amado, seguiu-lhe o exemplo, desorientada, renunciando também à vida.

O Presidente da Junta, se fosse boa gente, teria apresentado as condolências a ambas as famílias.