sexta-feira, novembro 10, 2006

Évora II
Extras ao post anterior


Os claustros eram bonitos... mas eu não estava interessada em fotos belas...
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Eu estava mais interessada nisto:

O confessionário
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O detalhe do penitente:
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A porciúncula, que me matou:
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Há pouco, um bom amigo que é seminarista disse-me que a Porciúncula é uma terra em Itália... e quem sou eu para o contrariar?

E, finalmente, perante a efígie de um padreco/ bispeco qualquer, como já tinha comprado o bilhete de comboio, decidi garantir o bilhete de ida para o Inferno:
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Karvela

8 comentários:

kramer disse...

Se ao menos se tivesse gasto metade do dinheiro esbanjado em igrejas e monumentos regiliosos em coisas úteis ao país........

Minerva McGonagall disse...

És mesmo pura, essa última foto até pode levar-te ao inferno, mas está cinco estrelas!

ó Kramer, não podia discordar mais! O que seria da arte Europeia se não existissem tantas Igrejas???

Casi disse...

Bem miga...tens toda a razão com a Porciúncula...informação confirmada! Tem uma blissima capela de Nossa senhora dos Anjos, por onde andou S. francisco de Assis. A do penitente é de morte! O senhor bispo agradece a desobstrução do dariz...ele tem as mãos cruzadas e aquela comichão, há pelo menos 123 anos 4 semanas e dois dias que lhe durava! Há sempre de facto um modo diferente de ver o património...quando for á Sé de Évora nunca mais vou olhar para o bispo defunto do mesmo modo!! LOL

kramer disse...

Eu, por defeito intelectual, nao consigo ver a coisa de outra forma.
Um exemplo daquilo que quero dizer é o Convento de Mafra, construído com as riquezas do Brasil.

Referia-me sobretudo a Portugal. E digo mais. Se querem falar de Arte, devem certamente conhecer o exemplo Holandês. Tiveram grandes artistas e souberam desenvolver o país.

Max Webber falou, e bem, sobre isso. Os países que ficaram com a fava (Catolicismo) viram o seu desenvolvimento irremediavelmente posto em causa.

casi disse...

Bem Kramer... e eu por defeito, concerteza igualmente intelectual também não consigo entender a coisa de outra forma. se falamos do exemplo Holandes, também falamos do exemplo Grego e do exemplo Romano ou do egipcio, em que a representação do divino, se torna na manifestação artistica por exelência.claro que o patrimonio assume diferentes caracteristicas de pais para pais e de tempo para tempo. É um atentado destruir uma piramide de quefren, como é um atentado destruir uma catedral de notre dame. Os monumentos falam da história e de cultura.Tu podes dizer que dinheiro mal empregue no palácio de mafra, e eu posso dizer que dinheiro mal empregue no observatório espacial europeu, e há até quem dia que é mal empregue o dinheiro que eu gastei a ir a moçambique participando numa acção humanitária! por defeito intelectual, nós julgamos sempre as coisas do nosso ponto de vista! Cada povo expressa-se de uma determinada forma. Hoje jamais portugal construiria uns Jerónimos ou uma Mafra, mas não podemos esquecer, se as suas construções tiveram por detrás não só um peso religiosos, mas principalmente, uma nota de afirmação do poder real, do poder político! poderemos nós julgar as actitudes de um monarca do séc. XVI ou de XVIII? Eu pessoalmente acho que não. claro que cada um tem a sua opinião... e muito bem, agora certamente se não houvesse um Lutero e um Calvino no séc. XVI para fazerem uma reforma e um concilio de trento para fazer uma contra-reforma, certamente que nem a arte da Holanda é o que é, em a de Portugal, espanha ou Roma, seriam o que são. dados historicos que fizeram, fazem e farão toda a diferença. Este tema é muito mais complexo do que parece! Abraço

kramer disse...

Pronto. Já me esquecia que falar deste assunto é como falar de futebol ou política. Cada um tem a sua posição e por muito que se troquem argumentos, dificilmente a muda.
Por isso não vou continuar esta troca saudável de galhardetes.
Continuo a achar que no passado, no presnte e no futuro as regiliões organizadas, criadas e controladas por grupos de homens são e serão a raiz de muitos problemas.
No meu entender, passávamos muito bem sem elas.
E não está em causa a existência de Deus ou deuses. A relação de uma pessoa com uma entidade superior deve ser individual. Talvez assim fosse uma forma de liberdade de pensamento que de outra forma nao temos, pois estamos constantemente a ser balizados por entidades externas.

P.s. Creio que as acções humanitárias não são desperdício de dinheiro e que também não são exclusivas de organizações religiosas.

virgolina disse...

Será que o defunto não teria também comichão noutras zonas??!!

Dauphin disse...

Shiu! Não acordes o gajo! Reza a História que o fulano era pior que sua eminência o Cardeal Cerejeira! Faltou tornares púlico o fetishe incondicioal, o frémito que te percorre as vértebras sempre que vês um bem acondicionado confessionário de igreja... sim, concordo contigo, a luz não é mais apropriada, podiam tê-lo colocado num ambiente mais soturno/ sugestivo... hum...