Cocó do cão, tranquila.
Cocó da criança, porreiríssima da vida.
Criança bebe água do banho, vómito instantâneo.
Karvela
sábado, abril 02, 2016
segunda-feira, março 28, 2016
Definições maternas #5950
Definição de manhã: o ato de arrancar uma criança de três anos e meio dos lençóis às 8h50, efetuar as necessárias libações - nenhuma -, vestir e alimentar a criança de forma absolutamente desadequada, sair de casa pelas 9h15, verificar que a criança se transformou, durante o percurso no veículo automóvel, num coala carente e não será simples sair da escola sem ouvir, pelo menos, doze diferentes entoações da palavra "mãe!". Isto seguido do ato de sair da escola de qualquer forma, demonstrando graus negativos de empatia e chegar ao trabalho às 10h em ponto constatando, enquanto se liga o computador, que não existe qualquer memória do caminho percorrido até aí.
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11:19 da tarde
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quinta-feira, março 24, 2016
Definições maternas #6043
Definição de serão: o momento entre as 21h30 e as 22h30, durante o qual a criança já dorme e a mãe ainda se encontra suficientemente acordada para exclamar "oooohhh guuuuurl!" para o ecrã do computador onde passa um reality show, ao mesmo tempo que pensa que amanhã é, de facto, o dia em que regressa à dieta e à vida livre de comida processada, açucarada e engordurada, ao mesmo tempo que tempera o grego magro do Lidl com oito colheres de açúcar amarelo e já tem umas fatias de pão a dourar na torradeira porque, cito "uma sandes de chourição a esta hora com pão cru ainda é coisa para me cair mal".
Karvela
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11:16 da tarde
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quarta-feira, março 23, 2016
Do not operate heavy machinery
Não há coisa que me tire com mais facilidade do mood meditativo do que começar a meditação guiada com o aviso palerma que é melhor não estar a conduzir durante uma sessão que é feita de olhos fechados.
Isso e o aviso para não andar a conduzir catrapilas e empilhadoras senão já sabes que ficas tão relaxada que vais em frente no armazém do ikea e quando acordas vês, em grande vergonha, que andaste a arrastar atoalhados e cuvetes de gelo.
Karvela (a meditação não é para pessoas imaginativas)
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11:48 da tarde
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terça-feira, março 22, 2016
Definições maternas #3490
Definição de tomar um comprimido quando se coabita com uma criança de três anos e meio: o ato de colocar o comprimido na boca, observar em grande pânico, e já com a língua amarga, que não se pensou que a água deveria estar já preparada aquando da toma da medicação, seguido do ato de espreitar para dentro de qualquer um dos múltiplos copos/ garrafas/ canecas/ copos de brincar, e que são, cito enfaticamente, "minhas!", que enfeitam toda e qualquer superfície de um compartimento, momento ao qual se segue o ato de entender qual o rácio de água para baba/ ranho/ resíduos diversos - parcialmente provenientes de não apenas beber a água mas também logo de seguida empurrar parte dessa água novamente para dentro do copo/ garrafa/ caneca/ copo de brincar - e, após aturada avaliação beber na mesma constatando que, tristemente, a medicação já se encontra a meio do esófago.
Karvela
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11:12 da tarde
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sábado, janeiro 30, 2016
Pastilla
Hoje estou no Continente e folheio o livro novo da Bimby. Vejo que tem uma receita de Pastilla, que é o prato que me faz salivar só de pensar na sua existência.
E, sem hesitar, saco do telemóvel e fotografo. Apercebo-me daí a um minuto que só fotografara a parte dos ingredientes. Volto para trás, procuro a parte da preparação e volto a fotografar.
Isto tudo carregando no carrinho uma criança discreta, que me ia perguntando "o que é que estás a fazer?", "porque é que estás a tirar fotografias?" e outras pertinências como "compras-me um popó?" ou "quero ir para a caixa sua badalhoca."
E, no fim, apercebo-me que nem olhei à volta, cheguei, vi e fotografei.
Anuncio, assim,a tão ansiada chefada do momento em que estou a meio passo de me tornar naquelas velhas que passam na caixa com um faneco de pão, uma lata de atum e os bolsos cheios de Dr. Bayard.
Karvela
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1:14 da tarde
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segunda-feira, janeiro 25, 2016
Estão a deseducar-me o meniiiiino!
Na sua ainda pueril eloquência o camarão canta-me hoje esta canção:
A minha mãe mandou-me à loja
Comprar um copo de vinho
A noite é escura
Tenho medo do caminho
A noite é escura
Tenho medo do papão
Portanto temos uma melodia que retrata uma mãe tão fiadaputa de pobre e tão em ânsias por beber que manda o filho já de noite comprar um copo - não uma garrafa, muito menos um garrafão - de vinho.
Esta senda da taberna para casa e de casa para a taberna atira-o diretamente para os braços do papão (conceito que até agora ele desconhecia, obrigadinhes!) e lá vem a criança, copo de vinho na mão, tremelicando de pavor.
Ninguém fica feliz nesta história: o puto apavorado e a mãe com menos de meio copo de vinho.
Karvela
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10:38 da tarde
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sexta-feira, janeiro 15, 2016
Pessoas que eu detesto. Um poema.
Ligas para um sítio
Precisas de algo perguntar
Porque não sabes tudo na vida
Não é preciso humilhar
Respondem-te, condescendentes
Começam com "Minha Senhora"
E eu no fundo estou a rogar
Que no cu se lhes enfie uma cenoura
Jovem, se lês isto
Aprende a ser educado
Antes simples que uma besta
Mas antes bruto que drogado
Precisas de algo perguntar
Porque não sabes tudo na vida
Não é preciso humilhar
Respondem-te, condescendentes
Começam com "Minha Senhora"
E eu no fundo estou a rogar
Que no cu se lhes enfie uma cenoura
Jovem, se lês isto
Aprende a ser educado
Antes simples que uma besta
Mas antes bruto que drogado
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11:26 da manhã
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domingo, janeiro 10, 2016
Grimma-mos!
Cinderela: uma estúpida desastrada, passa a vida a levar nos cornos da madrasta e das feiosas, arranja convite para ir a um baile de betos, perde um sapato e abeira-se um daqueles cuja mãe e o pai devem ser primos direitos e diz "ah e tal este sapato serve-te" e ela "serve porque eu tenho um pé de criança, as pessoas com pés normais e com peso aceitável não conseguem calçar estas chancas de vidro da Marinha Grande" e ele "daddy like".
Nojento.
Karvela
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10:00 da tarde
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quinta-feira, janeiro 07, 2016
Era mazera matá-los a todos
Ouvido num corredor:
"Você sabia que, na altura dos ataques em Paris, a banda estava a tocar um hino ao diabo? UM HINO AO DIABO? Era matá-los todos! Isso não se faz! Quer dizer... eu só vi o que estava na imprensa, não conheço a banda."
Para contexto, os idosos perigosos:
Karvela
"Você sabia que, na altura dos ataques em Paris, a banda estava a tocar um hino ao diabo? UM HINO AO DIABO? Era matá-los todos! Isso não se faz! Quer dizer... eu só vi o que estava na imprensa, não conheço a banda."
Para contexto, os idosos perigosos:
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3:04 da tarde
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Méquié?
Então parece que uma pessoa sai do marasmo de trabalhar em casa e passa para o frenesim de trabalhar fora de casa. Sou pessoa para apreciar ambos, quer o marasmo quer o frenesim, mais o frenesim que o marasmo, exceto aos sábados à tarde quando a opção é a) dormir a sesta ou b) arrancar os cabelos, fio a fio.
Dito isto, parece que fiz novas amizades (nojo!) e que agora até tenho um gabinete e até trabalho num sítio de gente séria. Pior dos nojos: parece que estão a gostar de mim o que significa que estou aqui, na volta, para ficar algum tempo.
O que eu fazia lindamente era ressuscitar o blog com estórias deste gajedo.
Vou pensar nesse pedido que estão a formular nas vossas cabeças pequenitas, tá?
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2:59 da tarde
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sábado, setembro 26, 2015
Ceci n'est pas un cagalhon
Quando ele disse, orgulhosamente, olhando para o bacio:
- CAGUEI!
eu ainda hesitei mas em segundos percebi que as crianças precisam de muito reforço positivo e por isso, ao invés de corrigir o vernáculo, elogiei a utilização correta do pretérito.
Karvela
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9:50 da tarde
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quinta-feira, julho 16, 2015
Professor Bambo Chata
Pequeno Camarão contempla as suas fezes e exclama:
"Uma banana inteira"
"Bolinhas!"
"Um macaco"
"Batatas fritas"
Não é que esse povo já não pulule por aí mas ele será, suponho, o verdadeiro vidente de merda.
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terça-feira, junho 16, 2015
Coisas da infância que aqui ficaram e de vez em quando saem #4981321
O problema é que dai em diante a Ivone passou a ficar associada a pessoa que se caga só porque tive o azar de entrar na padaria um minuto depois dela, num dia de Inverno em 1989.
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sábado, junho 13, 2015
Só falta apanharem-nos a fumar!
Pequeno passa a noite na casa da avó. E os pais aproveitam para ir aos santos e regressar ao fim de duas horas porque "há muita gente" (no shit!), dormir 9 horas mas ainda assim planear uma sesta, almoçar no sofá ("papar é na cadeirinha ou na mesa!") e ver maratonas de Keeping Up With The Kardashians ("Não se vê televisão na hora da papa!").
Somos exemplos de loucura completa, nós. #mausexemplos
Karvela
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11:57 da manhã
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sexta-feira, junho 12, 2015
Santo António, santo Antoninho, já me apalparam o marmelinho
O poder transformador do Santo António revela-se na transmutação da frase 'Vou aos santos!', exclamada efusivamente às quatro da tarde nas afirmações "está frio", "está calor", "estamos na Sé e eu não ponho os pés no chão desde o campo das cebolas", "vamos para casa" a partir das 20h.
Milagre!
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quinta-feira, maio 28, 2015
Chatas!
Dizem as histéricas que não venho cá há um ano. Pois uma pessoa ou bem que acaba teses ou bem que alimenta o bicho.
Falando em alimentar o bicho, sabem aquelas pessoas que se vestem como se a feira da ladra lhes tivesse vomitado em cima? Pá, detesto-as.
Boa noite e até daqui a um ano.
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9:40 da tarde
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sábado, maio 31, 2014
Mamila Jadeira
A Jamila Madeira precisa de apanhar sol e comer uma sande. Aquilo de estar na cripta e só sair quando há um evento do PS já chateia. A cripta fecha por fora e só quando já vão a caminho do Congresso é que o Assis se apercebe que tem um lugar vago no carro é que grita "Epá alguém se lembrou de abrir o trinco à Jamila?" e lá vai o Galamba, que tem um brinco e por isso é menos impressionável abrir a porta à garota. Depois dá-lhe um beijinho mas com cuidado que ela tem os ossos tipo vidro por falta de vitamina D, dá-lhe um Bongo e diz que vamos ver o Senhor Secretário-Geral e lá vai ela, meio sorriso na cara e esperança que seja desta que alguém lhe dê um cargo ou uma sopa.
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9:53 da tarde
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segunda-feira, março 24, 2014
Foge, Henrique!!!
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sábado, março 22, 2014
O Baby Tv agasta-me
O Henrique vai ao restaurante. Todas as vezes que lá vai não
come porque o restaurante não tem a comida. Depois vai à mercearia e na
mercearia também não têm. Acaba no campo a ir buscar ele próprio a comida.
Porque continua Henrique a ir ao restaurante? Porque insiste na mercearia da
Alemanha de Leste? Porque não vai ele directamente ao produtor? E o restaurante
paga-lhe para fazer as compras? Ao menos oferece-lhe a tarte de mirtilos?
Depois há lá uns ovos muito drogados. É um grupo de ovos
todos vestidos às cores. E lá no meio há um ovo branco. E eles que não, que
tens que te vestir às cores, que assim estás feioso. E vestem-no de sol ou de
coruja. Estamos no Trumps, senhores? A seguir vestem-no de quê? De Ru Paul? De
Belle Dominique? De Ana Malhoa?
E depois há isto. Era esta música que as gémeas trauteavam nos
corredores do hotel do The Shining.
Felizmente atravessámos o oceano de bebé e estamos agora na fase Panda. Pelo menos aí posso ver o Pocoyo (porque fofo) e posso gozar com os Caricas. Que adulto com amor-próprio rouba a cadeira ao puto? E a de amarelo tem que andar sempre com as pernas abertas? Esqueçam, já estou agastada com o Panda também.
Karvela
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